UE propõe medidas para evitar exposição de crianças a jogos violentos

Estrasburgo (França), 22 abr (EFE).- A Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE) quer que a indústria assuma uma responsabilidade maior na proteção das crianças frente aos videogames violentos, impedindo sua venda aos menores e aplicando normas de controle também nos jogos on-line.

EFE |

Segundo a CE, episódios como o ocorrido no ano passado em uma escola da Finlândia, onde um estudante matou oito pessoas a tiros e depois se suicidou, justificam a adoção de medidas para proteger as crianças e adolescentes do possível impacto de games de conteúdo "prejudicial".

As propostas aparecem em um relatório que passa em revista as ações que os países adotaram para proteger as crianças de jogos violentos.

A comissária européia de Consumo, Meglena Kuneva, disse em entrevista coletiva que, embora seja impossível determinar com total certeza se há um vínculo entre a exposição a conteúdos violentos e o comportamento dos menores, a existência de relatórios que denunciam a influência desses jogos torna necessária a adoção de "medidas de precaução".

Por sua vez, a comissária de Sociedade da Informação da CE, Viviane Reding, disse que a UE não quer impor nada à força, mas quer que, como até agora, os fabricantes assumam voluntariamente novas obrigações.

Para a Comissão Européia, o atual sistema voluntário, chamado Pegi, "não é suficientemente conhecido", por isso é preciso divulgá-lo mais entre pais e educadores e atualizá-lo periodicamente, disse Reding.

A CE também pede que essas normas sejam estendidas aos jogos baixados na internet e que, daqui a alguns anos, a indústria adote um código de conduta para regular a venda de videogames a menores.

Em relação ao Pegi, um sistema que classifica os jogos por idade e temática (violência, sexo, drogas, discriminação ou insultos), 20 países do bloco já aderiram a ele.

Apenas Chipre, Luxemburgo, Romênia e Eslovênia não empregam esse e nenhum outro método, enquanto Alemanha, Lituânia e Malta têm sistemas específicos nessa área.

Por outro lado, o relatório revela que 15 países regulam a venda de videogames de conteúdo perigoso, embora o alcance das normas varie.

Até o momento, apenas Alemanha, Irlanda, Itália e Reino Unido proibiram alguns games, como ocorreu recentemente com o polêmico "Manhunt 2".

O relatório de Bruxelas conclui que a indústria "deve investir mais para reforçar e atualizar periodicamente o sistema Pegi, de modo que se transforme em uma ferramenta verdadeiramente efetiva".

EFE mb/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG