UE pretender defender reforma financeira durante reunião do G20

Bruxelas, 20 mar (EFE).- Os chefes de Estado e Governo dos países-membros da União Europeia (UE) determinaram hoje que vão defender uma profunda reforma do sistema financeiro internacional durante a cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e principais emergentes), que começa no próximo dia 2, em Londres.

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Para atingir esse objetivo, os membros da UE elaboraram uma série de propostas dirigidas a reforçar a supervisão, melhorar a coordenação e aumentar a transparência de tal sistema.

De acordo com o texto finalizado pela UE após reuniões ontem e hoje em Bruxelas, o objetivo do G20 deve ser promover o rápido retorno da economia mundial ao crescimento sustentável.

O bloco esclarece que, uma vez que grandes pacotes de estímulo fiscal já tiveram início, a prioridade agora será a revisão da regulação.

Mesmo assim, a UE defende a coordenação internacional permanente das medidas de incentivo fiscal e sua rápida aplicação, destacando ainda que toda forma de protecionismo deve ser evitada.

Entre as principais reivindicações da UE estão o reforço na atuação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e sua maior colaboração com o Fórum de Estabilidade Financeira (FSF, na sigla em inglês).

O bloco também pede aumento na quantidade de recursos do FMI para garantir ajuda a todos os membros com problemas em seu balanço de pagamentos. Os países da UE oferecerão ao fundo um crédito de 75 bilhões de euros (cerca de US$ 100 bilhões).

Além disso, o organismo pede uma reforma no modelo de gestão do FMI e do Banco Mundial, de forma a refletir adequadamente o peso dos países integrantes dessas organizações.

Destaca-se também o pedido pelo aumento da transparência nos mercados financeiros e da responsabilidade dos atores envolvidos.

A UE ainda solicita a expansão da regulamentação e da supervisão sobre todos os mercados e produtos financeiros, incluindo fundos como os "hedge funds".

O bloco também defende que haja regulação e vigilância adequadas sobre as agências de classificação de riscos, coordenadas do ponto de vista internacional, para garantir a qualidade das avaliações e evitar os conflitos de interesse. EFE epn/bba

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