UE pré-aprova estratégia econômica para os próximos 10 anos

Bruxelas, 3 mar (EFE).- A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) pré-aprovou hoje sua estratégia econômica para o período 2010-2020, que inclui uma série de metas e um sistema de fiscalização com instrumentos de alerta mas sem sanções.

EFE |

"A crise deixou nossas fraquezas à mostra", resumiu em entrevista coletiva o presidente da Comissão, o português José Manuel Durão Barroso, segundo quem "continuar como agora não é uma opção".

Barroso respondeu a algumas críticas dizendo que a proposta aprovada, que vai ser debatida por governantes e parlamentares europeus ao longo deste semestre, "leva em conta a urgência".

A nova estratégia, batizada de "Europa 2020", contém "o que temos que fazer a partir de agora, não daqui a dez anos", enfatizou o presidente da Comissão.

Duas das cinco metas estabelecidas para a UE são fazer a taxa de desemprego no bloco cair de 31% para pelo menos 25% e elevar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de 1,9% para 3% do Produto Interno Bruto (PIB) geral.

Outros objetivos são reduzir o consumo de energia em 20%, diminuir as emissões de CO2 em 20% na comparação com os níveis de 1990, fazer a taxa de êxodo escolar cair para menos de 10%, aumentar a de jovens com formação superior de 31% para 40% e dar condições para que 60 milhões de pessoas saiam da linha da pobreza.

Ao contrário da estratégia anterior, definida em 2000, essas metas gerais servirão como referências e vão ser adaptadas a cada país da UE.

O bloco, destacou Barroso, não vai perseguir nenhum tipo de crescimento que não seja "inteligente" (com ênfase na inovação, na educação e na sociedade digital), "verde" (focado na luta contra a mudança climática, na energia limpa e eficiente e na competitividade), e "includente" (com empregos de qualidade e voltado para o combate à pobreza). EFE jms/sc

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