Paris, 1 jul (EFE).- Em seu primeiro dia na Presidência da União Européia (UE), a França estudou com os demais membros do bloco, em Bruxelas, a adoção de medidas contra o Zimbábue, sem descartar nenhuma opção, informou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores francês, Eric Chevallier.

"Há um acordo europeu para estudar um conjunto de medidas possíveis para que a Europa assuma suas responsabilidades", disse Chevallier, para quem "todas as opções são possíveis".

No entanto, ele ressaltou que, embora os 27 países membros sejam unânimes em rejeitar o resultado das eleições realizadas no Zimbábue, nem todos concordam com a proposta italiana de uma retirada dos embaixadores europeus do país africano.

Paris está em contato com os membros europeus "para que os direitos do povo do Zimbábue sejam respeitados", acrescentou o porta-voz, que ressaltou que a expectativa de vida da população do país africano se reduziu à metade nos últimos dez anos, passando de 60 anos em 1998 para 35 em 2008.

Ele explicou que, embora a crise no Zimbábue seja "africana, também é uma responsabilidade da comunidade internacional" e acrescentou que o bloco "não rejeita nenhuma medida a nível europeu e da ONU".

A UE também espera as conclusões da cúpula da União Africana (UA), realizada na localidade egípcia de Sharm el-Sheikh e que conta com a presença do presidente eleito do Zimbábue, Robert Mugabe.

Segundo Chevallier, se um acordo transitório for estabelecido na cúpula com o apoio do líder da oposição do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, o bloco respeitará a decisão.

Tsvangirai ganhou o primeiro turno das eleições de 29 de março, mas se retirou antes da realização do segundo turno por causa da intensa repressão do governo aos seus seguidores. EFE ik/ab/plc

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