UE planeja enviar até 6 navios à Somália para combater pirataria

Bruxelas, 28 out (EFE).- A missão militar da União Européia (UE) para proteger os navios da pirataria em águas próximas da Somália contará, previsivelmente, com entre quatro e seis navios e com várias unidades aéreas, segundo antecipou hoje um alto funcionário do bloco.

EFE |

A operação, que se encontra em fase de preparação com o objetivo de ser desdobrada no princípio de dezembro, envolveria assim cerca de mil soldados, explicou a mesma fonte.

Por enquanto, nove países da UE - Espanha, França, Alemanha, Holanda, Bélgica, Suécia, Chipre, Lituânia e Reino Unido - se mostraram dispostos a contribuir com a missão, que será comandada pelo vice-almirante britânico Philip Jones.

Segundo fontes do bloco europeu, Jones será o encarregado de concretizar as forças e equipes necessárias.

A missão estará aberta, além disso, a outros países interessados em garantir a segurança na zona, como poderiam ser a Rússia, vários estados asiáticos - entre eles Japão - e alguns da região do Golfo e do norte da África.

No caso da Rússia, que já dispõe de soldados na zona, a UE está trabalhando em cooperação com seus comandantes para ampliar a zona de segurança frente aos piratas.

Atualmente, a França - com dois navios - e a Espanha - com um avião de patrulha marítima - são os países europeus presentes no golfo de Áden, onde também têm forças outros Estados como Rússia, Japão e Estados Unidos, que, além disso, dispõe nesta área de tropas da "Task Force 150", parte marítima da operação antiterrorista "Liberdade Duradoura".

Além disso, com o objetivo de proteger os navios do Programa Mundial de Alimentos da ONU, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) desdobrou três navios na zona.

Fontes européias reiteraram hoje que a presença da Otan é "complementar" à missão da UE e servirá, de certo modo, de "ponte" até que as forças dos países-membros sejam desdobradas.

Em princípio, uma vez que os ministros da Defesa da UE dêem o último impulso político à missão no próximo dia 10 de novembro e que esta seja aprovada posteriormente, as unidades francesas e espanholas presentes no Índico se integrarão na força comum.

Fontes da UE informaram, além disso, que o papel dos navios e aviões europeus deve ser principalmente de "prevenção", e explicaram que as "escoltas" realizadas por embarcações francesas presentes na zona são cada vez mais necessárias.

Entre os preparativos que ainda devem ser resolvidos para o início da missão da UE estão as instruções para o uso da força, que atualmente dependem de cada país, e vários aspectos legais sobre a capacidade das tropas européias de deter e prender piratas. EFE mvs/rr

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