UE pedirá controle de bônus nos bancos durante reunião do G20

Líderes da União Europeia afirmaram, nesta quinta-feira, que chegaram a um consenso sobre a imposição de limites aos bônus pagos a executivos do setor financeiro e apresentarão uma proposta conjunta durante a próxima cúpula do G20 ( grupo formado pelas economias desenvolvidas e emergentes) , em Pittsburgh, nos Estados Unidos. O anúncio sobre o acordo foi feito após uma reunião informal dos líderes em Bruxelas para discutir uma posição comum a ser apresentada durante a cúpula, que começa na próxima quinta-feira.

BBC Brasil |

A proposta prevê penalidades para instituições financeiras que não respeitarem os limites estabelecidos, inclusive o cancelamento dos bônus para bancos que apresentarem um desempenho negativo.

As sanções seriam aplicadas para forçar os bancos a recompensarem os executivos pelo sucesso no longo prazo, em vez de premiar apostas de alto risco que tragam benefícios rapidamente.

Há uma preocupação de que o sistema atual de pagamento dos bônus - considerado um dos responsáveis pela crise econômica - incentivem ações de alto risco visando um benefício no curto prazo.

Além disso, a proposta da UE solicita que a remuneração variável dos banqueiros seja fixada num nível adequado em relação à remuneração fixa.

'Bolha'
"O G20 deve se comprometer em assumir regras vinculativas para instituições financeiras sobre os pagamentos variáveis respaldadas pela ameaça de sanções em nível nacional", diz o comunicado divulgado pelos líderes europeus.

Segundo o primeiro-ministro da Suécia Fredrik Reinfeld, que ocupa a presidência rotativa da UE, não impor limites aos bônus bancários seria "uma provocação na Europa especialmente quando enfrentamos a alta do desemprego".

"A bolha dos bônus estourou nesta noite", disse Reinfeld.

"Nós concordamos em dizer que já basta e que precisamos nos afastar da cultura atual de recompensas baseada no resultado no curto prazo", disse o premiê.

Apesar de os líderes europeus terem concordado sobre a imposição de limites às bonificações, a mesma opinião não é compartilhada por outro membro importante do G20 - os Estados Unidos.

O presidente Barack Obama já havia anunciado que não pretende estabelecer um teto para os bônus.

"O presidente já deixou claro que apóia uma ação robusta sobre as compensações executivas, mas tem sido relutante no que diz respeito a impor níveis individuais de bonificação", disse Mike Froman, um dos conselheiros para assuntos econômicos internacionais dos Estados Unidos.

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG