UE pede que Obama se some à batalha contra a mudança climática

Bruxelas, 12 dez (EFE).- A União Européia (UE) pediu hoje que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, se some aos esforços estipulados pelos 27 Estados-membros na luta contra a mudança climática.

EFE |

O presidente da Comissão Européia (CE), José Manuel Durão Barroso, lembrou o lema da campanha de Obama ("Yes, we can!", Sim, nós podemos!) para mandar uma mensagem clara ao democrata.

"É possível fazer o que nós estamos fazendo. É possível alcançar os objetivos com os quais nos comprometemos", disse Barroso ao término da cúpula de chefes de Estado e do Governo da UE que fechou hoje um ambicioso acordo para combater a mudança climática.

O presidente da CE pediu que Obama acompanhe a Europa no projeto de "levar o mundo no caminho do esforço necessário para reduzir o aquecimento global".

O presidente rotativo da UE, o francês Nicolas Sarkozy, assegurou que "em um momento no qual finalmente os EUA têm um presidente eleito que defende o meio ambiente no centro de suas prioridades, seria lamentável que a Europa diminuísse seus objetivos".

Sarkozy, que tinha transformado o acordo sobre mudança climática em uma de suas prioridades na Presidência semestral do bloco, ressaltou que o passo adotado hoje é "histórico" e permitirá à Europa ser um "exemplo" no tema.

"O mundo estava olhando para a Europa", assegurou Barroso, que considerou que os 27 Estados-membros "passaram no teste de credibilidade com a unanimidade atingida".

Após sua eleição em novembro, Obama reafirmou em várias ocasiões sua intenção de adotar medidas "drásticas" contra a mudança climática assim que chegar à Casa Branca, em 20 de janeiro.

Com o acordo alcançado hoje em Bruxelas, a UE se compromete a reduzir suas emissões de dióxido de carbono (CO2) em 20%, melhorar a eficiência energética em outros 20% e fazer com que 20% da energia consumida no bloco seja procedente de fontes renováveis, tudo isso para 2020.

Além disso, os Estados-membros concordaram em reduzir as emissões em 30% caso no próximo ano seja firmado um acordo global que substitua o Protocolo de Kioto. EFE mvs/mh

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