UE pede que China copie modelo de seguridade social europeu

Pequim, 23 set (EFE).- Representantes de China e União Européia (UE) iniciaram hoje em Pequim um fórum buscando a reforma do sistema de seguridade social chinês, no qual a UE se mostrou como modelo ideal a ser seguido por Pequim.

EFE |

Durante três dias, representantes da UE e do Governo chinês analisarão os modelos de seguridade social dos 27 países-membros do bloco europeu a fim de tentar avançar na instauração de um estado de bem-estar no país asiático. Para cumprir esse objetivo, Pequim fixou um prazo de 12 anos.

Atualmente, a seguridade social chinesa só inclui pessoas que trabalhem para empresas estatais ou para o Governo, enquanto outros seguros públicos protegem diferentes direitos, como médico e maternidade, mas somente para quem contribuiu.

Isso representa menos de 200 milhões de pessoas em um país que tem 1,3 bilhão de habitantes.

O ministro de Recursos Humanos e Seguridade Social chinês, Yin Weimin, reconheceu na abertura do fórum que a cobertura "ainda não é suficiente e há um grande espaço entre as zonas rurais e urbanas", motivo pelo qual classificou os intercâmbios com a UE de experiências.

Yin admitiu as dificuldades que o estabelecimento de um sistema igual a este representa em um país superpopuloso como a China, afetado pelo envelhecimento da população, e ressaltou que para construí-lo é necessário o esforço conjunto de Governo, empresas e contribuintes.

O chefe da delegação da Comissão Européia na China, Serge Abou, que também participou da abertura do fórum, disse que a UE tem 27 exemplos de seguridade social para oferecer ao país asiático, "todos com coisas em comum, como o destaque ao bem-estar completo de todosos cidadãos, sem distinções".

Também participou do fórum o embaixador da França em Pequim, Hervé Ladsous, que se mostrou a favor dos sistemas europeus frente ao americano de pagamento por consulta, que atualmente impera na China, apesar de muitos cidadãos não poderem pagar uma internação, por exemplo.

"Não quero entrar em comparações, mas na América do Norte há muita gente sem cobertura médica nenhuma, sem seguridade social", disse. EFE abc/fh/rr

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