UE pede para Macedônia resolver pendência com Grécia até fim do ano

Bruxelas, 20 jun (EFE).- A União Européia (UE) pediu hoje à ex-república iugoslava da Macedônia para resolver a disputa com a Grécia em relação a seu nome, de modo que seja possível dar passos em frente em sua aproximação ao bloco antes do final do ano.

EFE |

O Conselho lançou uma minuta inicial, no qual se assegurava que antes de 2009 poderiam começar as negociações de adesão, em resposta à pressão de Atenas, que se nega a aceitar que a Macedônia tenha a mesma denominação que uma de suas províncias.

Os gregos já vetaram, por este motivo, a entrada de Skopje na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante a cúpula do organismo em Bucareste.

Além disso, os chefes de Estado ou Governo da UE reafirmaram hoje o "apoio total" para continuar com o processo de ampliação aos Bálcãs ocidentais, apesar da estagnação do tratado de Lisboa provocada pela rejeição irlandesa.

Nas conclusões aprovadas hoje na cúpula realizada em Bruxelas, os líderes europeus afirmam que os processos de estabilização e associação "continuam sendo a via para a integração na UE aos Bálcãs Ocidentais".

Neste sentido, os líderes destacaram que o Conselho Europeu "segue comprometido com seu papel diretor" para conseguir a estabilidade no Kosovo, por meio do desdobramento da missão Eulex em todo o território.

A missão foi concebida para substituir a da ONU, como propunha o plano do ex-emissário internacional Martti Ahtisaari, que foi rejeitado pela Rússia -tradicional aliada da Sérvia- no Conselho de Segurança.

Os problemas para o desdobramento da operação que ajudará os kosovares a criar uma estrutura legal e policial própria, propiciaram o prolongamento temporário da missão interina das Nações Unidas no Kosovo, que conviverá com a Eulex, graças às gestões do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Por outro lado, Albânia e Montenegro se encontram mais próximos da UE após o "compromisso" do primeiro para garantir a transparência das eleições que serão realizadas em 2009, e depois dos "progressos" realizados pelo segundo, segundo consta nas conclusões.

No entanto, o bloco pede aos dois países que "continuem melhorando" na eficácia de suas administrações pública, na luta contra a corrupção e o crime organizado e na consolidação de seus sistemas judiciários, para aplicar "de forma convincente" o Acordo de Estabilização e Adesão (AEA).

Os 27 países da UE também mostraram sua satisfação com a recente assinatura do acordo por parte de Bósnia-Herzegóvina e Sérvia.

Sobre a Sérvia, disseram que era possível "acelerar seu progresso em direção à UE" e conseguir sua condição de candidato assim que forem cumpridas todas as condições necessárias.

Já em relação à Bósnia-Herzegóvina, os líderes europeus declararam que esperam "com interesse" a constituição de um novo Governo em Belgrado "com um programa de trabalho claramente pró-UE".

EFE ahg/db

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