UE pede novas eleições para resolver crise no Zimbábue

Bruxelas, 4 jul (EFE).- A União Européia (UE) insistiu hoje em que não aceitará qualquer solução à crise do Zimbábue que não respeite o resultado das eleições de 29 de março, vencidas pela oposição, e antecipou que o objetivo deve ser realizar uma nova consulta livre, democrática e transparente o quanto antes.

EFE |

A Presidência francesa de turno da UE ressaltou em comunicado que o resultado da primeira rodada do pleito, onde Morgan Tsvangirai foi declarado vencedor com 47% dos votos, "deve servir de base a uma solução política".

No entanto, deixou claro que só mediante a convocação de novas eleições será obtida uma resposta duradoura às graves dificuldades às quais o Zimbábue enfrenta.

"A UE não pode aceitar o fato consumado do resultado da votação de 27 de junho", segundo turno ao qual o presidente do país, Robert Mugabe, concorreu sozinho, após a retirada de Tsvangirai, devido aos ataques contra seus seguidores.

Para a UE, é inaceitável a campanha de violência "que esvaziou as eleições de seu caráter democrático".

A Presidência francesa avaliou também os esforços da União Africana (UA), que propôs um Governo de união nacional para ajudar a tirar o Zimbábue da crise, mas insistiu em que a UE só aceitará a fórmula "que respeite a vontade do povo do Zimbábue".

A União Européia lembrou o papel que as Nações Unidas podem desempenhar na solução do conflito. EFE epn/db

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