UE pede mais esforços da China na luta contra mudança climática

Pequim, 13 jul (EFE).- As negociações internacionais sobre a mudança climática são muito lentas e da mesma forma como a China deseja mais esforços dos países desenvolvidos, a União Europeia (UE) espera mais dela, declarou hoje o ministro do Meio Ambiente da Suécia, Andreas Carlgren, em entrevista coletiva em Pequim.

EFE |

O ministro da Suécia, país que ocupa a Presidência rotativa da UE este semestre, confirmou o objetivo de reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 30%, até 2020.

"Queremos reduzir até 30% nossas emissões e desejamos que outros países subam no barco e que nos sigam neste ambicioso plano", disse Carlgren, que expressou seu convencimento na conquista de um acordo em dezembro, em Copenhague, para substituir o Protocolo de Kioto.

"Além disso, não tememos um plano B após Copenhague", advertiu.

Por outro lado, Carlgren falou sobre a importância do consenso conquistado na semana passada na cúpula do Grupo dos Oito (G8, formado pelos sete países mais industrializados, mais a Rússia), na cidade italiana de L'Aquila, onde foi acordado que o aumento na média da temperatura global, em comparação com os níveis do período pré-industrial, não deve exceder dois graus Celsius.

No entanto, a cúpula do G8 não fixou um ano concreto de referência para medir as reduções de dióxido de carbono de 50% - de 80%, no caso dos países mais industrializados - propostas para 2050.

"A China considerou muito duro exigir dos países emergentes um compromisso em médio prazo, quando os próprios países industrializados não foram capazes de pôr em cima da mesa objetivos ambiciosos", explicou a secretária de Estado para Mudança Climática da Espanha, Teresa Rivera, à Agência Efe. EFE mmp/pd

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