UE pede desocupação de aeroportos na Tailândia

Bangcoc, 29 nov (EFE).- A União Européia (UE) pediu hoje aos milhares de manifestantes que ocupam os dois aeroportos de Bangcoc e que exigem a renúncia do Governo da Tailândia que suspendam seu protesto, em virtude do qual mais de 100 mil pessoas ficaram sem poder voar, segundo a nota apresentada pelos embaixadores do bloco na capital tailandesa.

EFE |

A UE pediu à opositora Aliança do Povo para a Democracia, que também ocupa o palácio do Governo desde 26 de agosto, que "desocupe os aeroportos de maneira pacífica e sem demora, para evitar uma crise ainda maior e suas conseqüências econômicas".

"A imagem internacional da Tailândia está sendo seriamente danificada", destaca a nota dos embaixadores da UE, que, acima de tudo, dizem que respeitam o direito do povo tailandês a se manifestar e que em nenhum momento pretendem interferir no debate político interno.

"Pedimos a todas as partes na Tailândia que tomem medidas para solucionar a crise e restaurar a ordem pública, respeitando o império da lei e as instituições democráticas do país", diz o comunicado da UE.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro da Tailândia, Somchai Wongsawat, que temporariamente transferiu a sede do Governo para a cidade de Chiang Mai (norte), aonde os protestos ainda não chegaram, decretou estado de emergência nos aeroportos de Suvarnabhumi, o maior do país, e de Don Muang.

Desde então, a Polícia negocia uma solução pacífica com os manifestantes.

Além disso, o chefe de Governo, que também é o ministro da Defesa, se dispôs hoje a conversar om os líderes da Aliança do Povo para a Democracia sobre uma saída para a crise que não inclua a renúncia do Executivo e a dissolução do Parlamento.

Wongsawat aproveitou para pedir à população que não apóie os "criminosos" que tomaram o aeroporto de Suvarnabhumi, já que o país poderia ficar isolado. EFE grc/sc

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