Bruxelas, 15 set (EFE).- A União Européia (UE) pediu hoje uma aplicação completa do acordo para formar um Governo de união nacional no Zimbábue antes de suspender as sanções a esse país, o que pode ser feito no Conselho de Ministros de Exteriores de outubro.

Os ministros de Exteriores da UE afirmaram que seguirão atentamente "a aplicação" do acordo, "o que significa o fim imediato de todas as formas de intimidação e violência", segundo um documento de conclusões.

O Conselho de Ministros "examinará o desenvolvimento da situação" em sua reunião de 13 de outubro, afirmou o documento.

O comissário de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária da UE, Louis Michel, disse, ao chegar à reunião, que considera "prematuro" falar da suspensão das sanções, mas mostrou sua satisfação com o acordo.

Michel acrescentou que falou há dois dias por telefone com o líder da oposição democrática do Zimbábue, Morgan Tsvangirai, que lhe manifestou seu otimismo sobre a nova situação.

O ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliband, considerou que o acordo entre o regime do presidente Robert Mugabe e a oposição "é um passo adiante muito bom", mas advertiu que "é muito importante acompanhar a partir de agora sua aplicação".

Miliband reconheceu que é reticente em levantar as sanções agora, e disse que antes é preciso "esperar resultados concretos".

O acordo acontece no momento em que a UE estava estudando a possibilidade de aprovar novas sanções contra o país africano, porque o segundo turno das presidenciais zimbabuanas ocorreu sem a participação da oposição democrática e em meio a um clima de violência e intimidação. EFE rcf/an

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