Bruxelas, 1º set (EFE).- A União Europeia (UE), atualmente presidida pela Suécia, pediu hoje aos países ricos e em desenvolvimento que reforcem seus compromissos ambientais para que, em dezembro, seja possível garantir um acordo global e ambicioso em substituição ao Protocolo de Kioto.

"Precisamos elevar as ofertas que se encontram sobre a mesa", destacou em entrevista coletiva o ministro de Meio Ambiente sueco, Andreas Carlgren, para quem os Estados Unidos manterão as promessas feitas até agora.

Carlgren admitiu que a posição americana depende do Senado dos EUA, que precisa apoiar as normas aprovadas na Câmara de Representantes. Porém, destacou que o presidente Barack Obama criou "grandes expectativas" nos EUA e no mundo todo.

O ministro sueco também falou da eleição de Yukio Hatoyama, líder do Partido Democrático (PD), como primeiro-ministro do Japão.

Segundo Carlgren, as "promissoras" ambições do novo chefe do Executivo japonês "renovam as esperanças" ambientais da comunidade internacional.

Na opinião de Carlgren, a meta de Hatoyama de, até 2020, reduzir em 25% as emissões de gases poluentes em relação aos níveis de 1990 é equivalente ao compromisso da UE - de reduzir em 30% as emissões caso seja alcançado um acordo na cúpula de Copenhague, em dezembro.

Quanto aos países em desenvolvimento, o sueco disse esperar que todos tomem medidas para se adaptar e combater a mudança climática.

Mas são os "grandes poluidores", destacou, que terão que fazer um maior esforço para reduzir a liberação de gases estufa.

No entanto, para que isto se torne realidade, o ministro disse que é importante que as nações industrializadas comecem a fornecer ajuda financeira às economias emergentes antes que um novo acordo internacional sobre mudança climática entre em vigor. EFE mrn/sc

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