UE pede a Netanyahu que aceite Estado palestino soberano

A União Europeia alertou o futuro primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nesta sexta-feira, de que as relações do bloco com o seu país sofrerão caso ele se oponha à criação de um Estado palestino. Netanyahu disse nesta semana que seu futuro governo de direita negociaria paz com os palestinos, mas não fez nenhuma referência aos planos já existentes, apoiados pelos Estados Unidos e a Europa.

Redação com agências internacionais |


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Tanto o governo palestino como o governo israelense "devem respeitar os compromissos assumidos no passado, especialmente a solução de dois Estados, e o reconhecimento de todos os acordos dos anos anteriores", declarou o chefe da diplomacia tcheca, Karel Schwarzenberg, durante reunião com seus homólogos europeus em Hluboka nad Vltavou, no sul da República Tcheca.

Se o novo governo israelense de Benjamin Netanyahu não respeitar esta condição, "as relações se tornarão muito difíceis e será preciso discutir durante nossa próxima reunião ministerial (prevista para o final de abril) sobre as consequências disto".

A União Europeia decidiu adiar um aumento nas relações com Israel em janeiro, após a ofensiva na Faixa de Gaza, na qual 1.300 pessoas morreram de acordo com pesquisadores palestinos. A ofensiva foi em resposta aos ataques com foguetes disparados por militantes do Hamas contra alvos israelenses.

Netanyahu planeja apresentar seu novo governo para aprovação do parlamento na semana que vem.

Apesar de ter se esquivado em apoiar a criação de um Estado palestino independente na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, seu partido Likud acertou um acordo com o partido Trabalhista para uma coalizão, no qual deverá respeitar todos os acordos internacionais assinados previamente por Israel -- uma fórmula que inclui planos que prevêem um Estado palestino.

"Nós, europeus, estamos insistindo que independente do que influenciar os dois governos (isralense e palestino), a criação de uma solução com dois Estados deve seguir prioritária", disse o ministro de Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier.

(Com informações da AFP e da Reuters)

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