Bruxelas, 19 abr (EFE).- A União Européia (UE) pediu hoje às autoridades chinesas um esforço maior para resolver o conflito do Tibete e reivindicou acesso livre à região e transparência total sobre os distúrbios dos últimos meses.

Esta foi a mensagem transmitida pelo ministro de Exteriores esloveno, Dimitrij Rupel - cujo país preside a UE neste semestre -, ao embaixador chinês na Eslovênia e enviado especial do primeiro-ministro de seu país, Guan Chengyuan, com quem se reuniu em Liubliana.

Em relação aos Jogos Olímpicos, Rupel ressaltou a oposição do Governo esloveno a qualquer boicote, pois considera que seria errado vincular o maior evento esportivo do mundo a assuntos políticos.

O ministro esloveno garantiu a Guan que a UE apóia os esforços da China para promover a estabilidade, além do desenvolvimento econômico e social no país e na região tibetana.

"O melhor caminho para conseguir este objetivo é através da democratização e do respeito aos direitos humanos", disse o ministro esloveno.

A UE "compreende" a urgência para restaurar a estabilidade na China, mas também está convencida de que as autoridades do país poderiam dar "mais passos positivos" para enfrentar a situação no Tibete, disse Rupel.

O ministro esloveno ressaltou que a comunidade internacional não tem informação suficiente sobre os distúrbios no Tibete e lembrou que, segundo várias ONG internacionais, há desaparecidos e o Governo chinês aplica medidas severas, principalmente prisões, para manter a ordem.

Também reiterou que um diálogo aberto com o dalai lama poderia contribuir para resolver a crise, e esclareceu que a Presidência eslovena não planeja convidar o líder tibetano no exílio para uma reunião ministerial em Bruxelas, mas não descarta manter contatos com ele em outro nível. EFE epn/ev/fal

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