UE não busca mudança de regime em Teerã, mas de política, diz R.Unido

Bruxelas, 27 jul (EFE).- A União Europeia (UE), assim como os Estados Unidos, não busca uma mudança de regime no Irã, mas de política, segundo o ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliband.

EFE |

O chefe da diplomacia britânica lembrou hoje o argumento nesse sentido expressado recentemente pelo presidente americano, Barack Obama, e disse que os europeus "compartilham" dessa ideia.

Em resposta aos jornalistas, ao final de um discurso na sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Miliband negou que os ministros da UE, que hoje realizam sua reunião mensal em Bruxelas, vão considerar novas sanções contra o regime islâmico devido à repressão desencadeada após as eleições presidenciais.

Segundo ele, os eventos deste fim de semana no Irã, com o afastamento de vários ministros, mostram que "a poeira começa a se assentar" em Teerã.

Por isso, "não devem ser esperadas iniciativas audaciosas de nossa parte antes que se instale o novo Governo e sejam nomeados os ministros", disse Miliband.

"Temos que ser cuidadosos em não proporcionar desculpas aos que afirmam que o que pretendemos é derrubar o regime. O presidente Obama disse claramente que não busca uma mudança de regime, mas de política, e nós compartilhamos disso".

Ao mesmo tempo, a Europa e os EUA têm que ser firmes, segundo o chefe da diplomacia britânica, no princípio de que "não se pode permitir que o Irã viole seus compromissos contraídos sob o Tratado de Não-Proliferação Nuclear".

"Foi feito uma oferta que estabelece uma clara linha vermelha: seu programa nuclear só pode ser civil", disse.

Sobre o envolvimento do Irã na estabilização do vizinho Afeganistão, Miliband defendeu ir "passo a passo".

"Os interesses iranianos no oeste do Afeganistão são claros, são de caráter doméstico, e estão relacionados às drogas", afirmou.

Recomendou, no entanto, cautela enquanto se comprova como as autoridades iranianas entendem agora sua própria política externa e os princípios, compromissos e "linhas vermelhas" da comunidade internacional. EFE jms/an

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