UE mobilizará novos recursos para reforçar seu papel de defesa no mundo

Os líderes da União Européia (UE) defenderam nesta sexta-feira, ao término de sua cúpula em Bruxelas, a adoção dos recursos necessários para que o bloco desempenhe um papel maior na segurança mundial, no momento em que renova sua associação de defesa com os Estados Unidos.

AFP |

"O Conselho Europeu pretende reparar a insuficiência de recursos disponíveis na Europa, melhorando gradualmente suas capacidades militares e civis", indicam as conclusões da cúpula dos 27 países membros da UE, iniciada na quinta-feira.

"Este esforço é, além disso, um pré-requisito para que os europeus assumam de forma crível e efetiva suas responsabilidades sob uma renovada associação transatlântica", afirmaram os chefes de Estado e governo do bloco.

Mas a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), cujos membros mais detacados são EUA e Grã-Bretanha, vê com preocupação o reforço da defesa européia, estimando que isto poderia gerar uma corrida armamentista, além de uma ***duplicación de cometidos***.

A UE expressou sua "vontade de conferir um novo impulso à política européia de segurança e defesa, (...) em plena complementaridade com a Otan", mas "dentro de sua autonomia de decisão respectiva".

Nas conclusões da cúpula, os governantes citaram "os objetivos precisos" adotados na segunda-feira por seus ministros das Relações Exteriores com o propósito de "desenvolver capacidades fortes, flexíveis e interoperantes".

Em particular, estimaram que o bloco deve ser capaz de mobilizar um total de 60.000 efetivos em 60 dias para uma operação de grande envergadura, e de "planejar e conduzir simultaneamente" outras 19 missões, militares e civis.

Algumas destas metas já haviam sido programadas em 2004 para aplicação em 2010. Contudo, nas conclusões finais, a data ficou em suspenso, com a promessa de serem executadas "nos próximos anos".

bur-app-mar/ap

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG