UE libera US$ 5,7 bilhões contra a crise em países em desenvolvimento

A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), anunciou nesta quarta-feira que ajudará os países em desenvolvimento a enfrentar a crise, antecipando US$ 5,7 bilhões em 2009, inicialmente previstos para serem distribuídos em vários anos, devido à escassez de novos fundos fornecidos pelos Estados-membros.

AFP |

A crise econômica "não pode ser uma desculpa" para reverter as promessas de ajuda aos países mais pobres, declarou em Bruxelas o presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso, advertindo que abandonar afora o Terceiro Mundo colocaria em risco a recuperação do mundo desenvolvido.

"Nosso crescimento e a estabilidade está vinculado ao seu", afirmou o português em entrevista à imprensa junto ao comissário para o Desenvolvimento, Louis Michel.

Os dois anunciaram o desembolso de cerca de 4,3 bilhões de euros (5,7 bilhões de dólares) até finais de 2009, já previsto por Bruxelas, mas que devia ser distribuído em sua maioria até 2013.

Esta soma mostra que a Comissão Europeia vem tendo de abrir mãos das doações programadas para o médio prazo, devido à falta de contribuição suplementar dos Estados-membros para ajudar os países em desenvolvimento a atravessarem a crise.

A Comissão advertiu que, enquanto nos países industrializados a crise é sinônimo de desemprego, nos Estados mais pobres significa "regressão, instabilidade, extrema pobreza e, inclusive, mortos".

A União Europeia é o maior doador do mundo, com 49 bilhões de euros em 2008, ou seja, 0,40% do Produto Interno Bruto (PIB) comunitário. A meta é alcançar os 69 bilhões de euros para 2010 (0,56%).

app/lm

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