UE fixará em julho critérios comuns para vacinação contra gripe

Luxemburgo, 9 jun (EFE).- A União Europeia (UE) definirá em julho os critérios comuns para a vacinação contra a gripe suína em nível comunitário, com a intenção de realizar esta medida preventiva no segundo semestre, decidiram hoje os ministros da Saúde europeus.

EFE |

A UE decidiu unificar a porcentagem de população a ser vacinada e a definição dos grupos mais vulneráveis à doença, assim como a coordenação da compra de vacinas, no Conselho de Saúde do bloco realizado hoje, em Luxemburgo.

A Comissão Europeia (órgão executivo da UE) confia em que a vacina estará pronta "para o próximo outono (hemisfério norte)", quando poderia se intensificar a situação epidemiológica da gripe suína, disse a conselheira de Saúde do bloco, Androulla Vassiliou, em entrevista coletiva.

Os países-membros decidiram "quase de forma unânime" a adoção de critérios comuns sobre o alcance da medida preventiva e sobre os grupos de população mais afetados pelo vírus, afirmou a ministra da Saúde espanhola, Trinidad Jiménez.

Estes critérios serão fixados "a partir da opinião de especialistas médicos e científicos" nacionais e comunitários, em reunião informal que será realizada em julho.

Além disso, o Executivo da UE propôs que, entre os grupos de população mais vulneráveis - ou seja, aqueles que seriam vacinados de forma prioritária -, fosse incluído o pessoal médico e as forças de segurança nacionais.

A UE também se mostrou na maioria partidária a "que haja uma compra centralizada de vacinas", para evitar que os Estados-membros fiquem responsáveis de fazer reservas com as farmacêuticas, segundo a ministra.

Diante da grande demanda de vacinas que haverá para a indústria farmacêutica, a UE negociará com este setor "para conseguir um preço aceitável e evitar que este varie".

Por último, a UE se mostrou disposta a garantir o acesso à vacina aos países em vias de desenvolvimento, através de "um esforço de solidariedade", não só por razões éticas, mas também por motivos sanitários, "evitando uma maior propagação do vírus pelo mundo", disse a ministra.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE ahg/an

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