Bruxelas, 19 jun (EFE).- Os chefes de Estado ou de Governo da União Europeia (UE) exigirão nesta sexta-feira a libertação imediata e incondicional da líder da oposição birmanesa Aung San Suu Kyi.

O Conselho Europeu aprovará uma declaração na qual se diz que, a menos que Suu Kyi seja libertada, as eleições de 2010 em Mianmar (antiga Birmânia) perderão toda credibilidade.

"A UE responderá com medidas adicionais específicas", adverte o texto no qual os 27 países-membro também pedem que as autoridades birmanesas iniciem uma transição genuína para a democracia.

Os governantes europeus ressaltam que Suu Kyi "defendeu incansavelmente os valores universais de liberdade e democracia".

Também elogiam os pedidos claros dos países vizinhos para conseguir um processo político livre, justo e global.

Além disso, reiteram seu "forte apoio" à missão das Nações Unidas no país e ao compromisso pessoal do secretário-geral da organização, Ban Ki-moon.

Suu Kyi é julgada desde o mês passado por supostamente ter violado os termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003, um crime punido com até cinco anos de prisão.

Ela foi acusada de descumprir os termos de sua detenção quando permitiu que o americano John William Yettaw dormisse em sua casa.

O julgamento da Nobel da Paz de 1991 começou poucos dias antes do fim de sua mais recente prisão domiciliar. EFE mrn/mh

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