UE estuda se haveria leite contaminado chinês em biscoitos ou doces

Annecy (França), 22 set (EFE) - A Autoridade Européia para a Segurança Alimentar (Aesa) está estudando os riscos que poderia haver para a saúde no caso hipotético de que houvesse vestígios de leite contaminado chinês em doces ou biscoitos, embora a União Européia (UE) proíba a importação de produtos lácteos da China.

EFE |

A comissária européia de Saúde, Androulla Vassiliou, declarou hoje à imprensa que encomendou à AESA este relatório, porque, apesar da proibição européia, existem "pequenos carregamentos" de biscoitos ou doces na UE que poderiam ter sido fabricadas com leite da China, mas não está claro que seja assim.

Vassiliou insistiu, durante o Conselho Informal de Agricultura da UE, em que se trataria de um volume pequeno de produtos, que podem se encontrar em lojas chinesas.

O objetivo do estudo, ressaltou a comissária, é somente "conhecer o risco eventual" que poderia haver para a saúde se nos biscoitos houvesse leite em pó adulterado com a substância (melamina) que está provocando as intoxicações na China.

Segundo Vassiliou, a AESA deverá se pronunciar imediatamente, possivelmente esta semana, sobre se esses restos hipotéticos poderiam representar um perigo sanitário.

A comissária destacou que, atualmente, a UE proíbe a entrada de produtos lácteos da China, embora, no entanto, o bloco tenha advertido aos países-membros para que vigiem em suas fronteiras que não entrem produtos chineses de forma fraudulenta.

Em qualquer caso, Vassiliou afirmou que se for descoberto que há riscos no estudo da AESA, então a Comissão Européia (CE) ordenará "que sejam retirados do mercado" os citados produtos de confeitaria chineses. EFE ms/db

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