Bruxelas, 2 jul (EFE).- O Comitê de Segurança Aérea da União Europeia (UE), formado por especialistas dos 27 países do bloco, da Noruega e da Suíça, estuda hoje, em Bruxelas, revisar a lista de companhias pouco seguras, após o acidente da segunda-feira (hora de Brasília) de um avião iemenita que ia a Comores com 153 passageiros.

Este comitê, que hoje foi presidido de maneira excepcional pelo comissário de Transportes da União Europeia, Antonio Tajani, analisa também a proposta da Comissão Europeia (órgão executivo da UE) de solicitar a criação de uma lista internacional para garantir padrões mínimos além das fronteiras comunitárias.

Segundo fontes europeias, a companhia aérea Yemenia Airway, que operava o voo acidentado, não compareceu hoje perante o Comitê - apesar do convite da Comissão Europeia - nem respondeu, por enquanto, ao pedido de informação sobre os fatos enviado ontem pelo Executivo da UE em carta.

Até agora, a companhia aérea iemenita não está incluída na lista europeia, porque tinha passado de maneira satisfatória pelos controles.

No entanto, a Comissão reconheceu que seus especialistas tinham detectado em 2007 defeitos nos equipamentos de manutenção do avião no qual embarcaram os passageiros do voo acidentado, após uma escala em Sana, capital do Iêmen.

Um primeiro avião em perfeito estado, segundo a Comissão, realizou a primeira parte da viagem, de Paris a Sana.

Neste contexto, Tajani reafirmou na reunião de hoje a importância de reforçar ainda mais a cooperação entre os países da UE, assim como criar uma lista internacional de companhias aéreas pouco seguras.

Além disso, anunciou que, em 9 de julho, se reunirá com o presidente da Organização Internacional da Aviação Civil (Icao), Roberto Kobeh, e com o diretor-geral da Associação de Transporte Aéreo Internacional (Iata), Giovanni Bisignani. EFE mrn/an

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