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UE estuda oferecer a Cuba diálogo incondicional

Bruxelas, 19 jun (EFE) - A União Européia (UE) discutirá hoje se levanta as medidas diplomáticas contra Cuba para facilitar um processo de diálogo político recíproco, incondicional, não discriminatório e voltado a obter resultados, no marco das mudanças empreendidas pelo presidente Raúl Castro. Isso consta da minuta das conclusões elaborada pela Presidência de turno eslovena do bloco. A Agência Efe teve acesso ao texto, que contempla as opiniões expressadas até agora pelos países da UE sobre as ações que essa deve adotar em relação à ilha.

EFE |

A suspensão das medidas coercitivas impostas em 2003 é algo defendido pela maioria dos países da União Européia.

Será o ponto de partida dos ministros de Assuntos Exteriores do bloco durante o jantar, no qual poderiam decidir eliminar estas sanções ao regime e voltar a oferecer um diálogo "global e aberto" sobre "todas as questões de interesse mútuo" e cuja efetividade seria avaliada dentro de um ano.

"Este processo de diálogo deveria incluir todos os âmbitos potenciais de cooperação, incluídos os setores político, dos direitos humanos, econômico, cientista e cultural", destaca o projeto.

Segundo esta iniciativa, o Conselho reconhece "as mudanças empreendidas até o momento pelo Governo cubano", "apóia as mudanças contínuas de liberalização em Cuba" e "incentiva Raúl Castro a introduzi-las, por coerência com as intenções as quais manifestou".

A proposta tcheca, um dos Governos mais reticentes a levantar as sanções, introduz também no texto um "compromisso renovado" com a chamada posição comum de 1996 e que significa que o diálogo com as autoridades cubanas deve ser sempre acompanhado de conversas com a oposição.

A UE se comprometeria ainda a "destacar perante o Governo cubano o ponto de vista (do bloco) sobre a democracia, os direitos humanos universais e as liberdades fundamentais" e a pedir a Cuba que respeite a liberdade de expressão e informação.

As nações da União Européia fariam "um apelo ao Governo cubano para que melhore de forma efetiva a situação dos direitos humanos mediante, entre outras coisas, a libertação incondicional de todos os presos políticos, entre eles os que foram detidos e detidos em 2003".

Além disso, o documento "faz um apelo ao Governo cubano para que facilite o acesso às prisões às organizações humanitárias internacionais" e pede para ratificar os pactos sobre direitos humanos recentemente assinados por Havana.

"A UE reitera o direito dos cidadãos cubanos a decidir com total independência sobre seu futuro" e garante que "seguirá oferecendo a todos os setores da sociedade apoio prático para uma mudança pacífica em Cuba" nesta minuta, aberta a todo tipo de mudanças dos ministros de Assuntos Exteriores. EFE met/db

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