UE estuda maneira de enfrentar situação humanitária em Mianmar

Bruxelas, 13 mai (EFE).- Os ministros encarregados da ajuda humanitária da União Européia (UE) estudam hoje como intensificar sua ação humanitária em Mianmar (antiga Birmânia) após o desastre ocasionado pelo ciclone Nargis.

EFE |

A reunião, proposta na segunda-feira pelo comissário europeu de Ajuda Humanitária e Desenvolvimento, Louis Michel, foi confirmada pela Presidência eslovena da UE após uma série de consultas com as capitais comunitárias.

Michel disse que a convocação desta reunião aconteceu em função da "escalada em massa da destruição" causada pelo ciclone, e após a decisão das autoridades birmanesas de aceitar ajuda externa.

Acrescentou que o objetivo da reunião será revisar a situação em Mianmar e intensificar a resposta dos países da UE e da Comissão Européia a esta situação de emergência.

Michel deve viajar a Mianmar ainda hoje, imediatamente depois do fim da reunião, para se reunir com as autoridades birmanesas e discutir a melhor forma de levar a ajuda internacional à população desabrigada.

"É nosso desejo sincero trabalhar em estreita cooperação com as autoridades birmanesas para aliviar de forma urgente o sofrimento da população birmanesa desabrigada pelo ciclone", afirmou o comissário europeu.

Nesta sessão especial do Conselho de Ministros da UE será estudada a situação em Mianmar e uma forma de facilitar a distribuição de ajuda, indicaram fontes da Presidência.

A Comissão Européia destinou até agora 2 milhões de euros para a ajuda a Mianmar, que é distribuída por ONGs presentes na região, e ressaltou que está disposta a aumentar sua cooperação se a Junta Militar facilitar os canais de entrada e distribuição.

Até agora, a Junta Militar reconhece quase 32 mil mortos e cerca de 30 mil desaparecidos pelo ciclone, mas a ONU calcula que entre 63 mil e 102 mil pessoas perderam a vida, 220 mil estão em paradeiro desconhecido e quase 2 milhões ficaram desabrigadas. EFE rcf/mh

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