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UE estuda com Porto Príncipe como reerguer Haiti

Porto Príncipe, 21 jan (EFE).- A União Europeia (UE) estuda com o Governo do Haiti meios de fazer com que o país volte a funcionar de forma coordenada após o terremoto da semana passada, disse o comissário de Desenvolvimento e Ajuda Humanitária do bloco, Karel de Gucht.

EFE |

Em visita a um campo de deslocados na capital haitiana, De Gutch lembrou que as instituições europeias já acordaram liberar 30 milhões de euros (US$ 42 milhões) para ajuda humanitária e outros 100 milhões de euros (US$ 141 milhões) para outros tipos de auxílio.

A agenda de De Gutch inclui reuniões com o primeiro-ministro Jean Max Bellerrive e com o presidente René Préval para discutir uma forma de conseguir um bom funcionamento do Estado.

"A ideia é enviar em seguida uma missão para ter uma ideia clara do que verdadeiramente é necessário", assinalou. "É preciso ver com o Governo haitiano o que pode ser útil e o que podem aceitar", acrescentou.

O representante europeu explicou que a intenção é enviar uma missão de reconhecimento da UE para ver quais são as verdadeiras necessidades do Haiti.

De Gucht lembrou que a UE trabalha com várias ONGs em projetos ligado à distribuição de água, comida e em projetos de saúde, e ressaltou a importância de "se envolver nesse grande esforço humanitário" em prol do Haiti.

O terremoto de 7 graus aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe. Em declarações à Agência Efe, Bellerive disse que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE jsm/rr

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