UE espera concluir acordo de aproximação com América Central dentro do prazo

Bruxelas, 11 ago (EFE).- A Comissão Europeia assegurou hoje que espera concluir o acordo de associação com a América Central dentro dos prazos previstos e que ainda não debateu com os países da União Europeia (UE) sobre a possibilidade de excluir Honduras do pacto, cuja crise política paralisou as negociações.

EFE |

"Nossa postura não mudou, nem houve uma discussão no conselho da UE sobre retomar as negociações sem Honduras", indicaram à Agência Efe fontes da comissão, que negocia em nome dos 27 membros do bloco.

A Comissão Europeia continua apoiando os esforços do presidente da Costa Rica, Óscar Arias, como mediador entre o líder deposto de Honduras, Manuel Zelaya, e o novo Governo de Roberto Micheletti e confia que poderá chegar a uma solução pacífica "o mais rápido possível", respeitando a ordem constitucional e democrática.

Da mesma maneira, a comissão mantém a esperança de retomar o processo de negociação com os países da América Central envolvidos (Costa Rica, Nicarágua, Guatemala, El Salvador e Honduras) "o mais breve possível, com o objetivo de poder concluir este processo dentro dos prazos contemplados até agora".

A UE e a América Central negociam, desde 2007, um ambicioso acordo de associação baseado no diálogo político, na cooperação e no livre-comércio, que esperavam ser concluído este ano, para poder ser assinado no primeiro semestre de 2010.

No entanto, o golpe de Estado em Honduras no final de junho causou a paralisação do processo.

Sobre as negociações iniciadas em 1999 com o Mercosul (formado pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) para alcançar um acordo de associação, a comissão reconhece que estão paralisadas há alguns anos, embora isso "não tenha impedido que os contatos entre os dois blocos tenham continuado em muitos temas de interesse comum".

"Atualmente estamos estudando o que cada parte pode pôr sobre a mesa para avaliar se temos possibilidades de relançar as negociações para concluir um acordo ambicioso", indicaram as fontes e estimaram que não se pode especular sobre o resultado desta avaliação, nem sobre datas. EFE rja/pd

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