Marselha (França), 2 jul (EFE).- A União Européia (UE) e seus países vizinhos do Mediterrâneo continuarão apostando pela integração econômica na região, uma vez alcançado o objetivo, previsto para 2010, de criar uma zona de livre câmbio.

No primeiro encontro ministerial sob Presidência francesa da UE, os responsáveis pelo Comércio dos 27 países membros e de treze países da bacia mediterrânea repassaram os progressos para a liberalização total das trocas de bens, serviços e investimentos na região e foram marcados novos objetivos para o futuro.

A secretária de Estado francesa de Comércio Exterior, Anne-Marie Idrac, apontou ao término do encontro que ainda ficam alguns empecilhos para consagrar a zona de câmbio livre, mas enfatizou que o principal desafio agora é "tornar a vida mais fácil para as empresas".

Tanto Idrac como o comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson, avaliaram, neste contexto, a contribuição do debate de vários empresários das duas margens do Mediterrâneo que, pela primeira vez em um encontro deste tipo, expuseram aos líderes suas experiências e expectativas para a região.

Os empresários reivindicaram, como requisito para impulsionar os fluxos comerciais e o investimento, a homogeneização das leis que regulam a atividade empresarial, assim como a redução da burocracia e a supressão de obstáculos para a circulação de pessoas.

Mandelson afirmou que a convergência reguladora entre os países é crucial.

Em declarações à Agência Efe, Bonet insistiu que, após estabelecer as bases para a liberalização do comércio de bens e serviços e do investimento, é necessário prestar atenção a outras questões, como as normas, as barreiras não tarifárias e a abertura da contratação pública.

O secretário-geral explicou que, na próxima reunião UE-Mediterrâneo sobre Comércio, no ano que vem, os ministros estudarão propostas concretas para avançar nesses âmbitos. EFE epn/bm/plc

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