UE e países árabes apoiam Governo de reconciliação liderado pela ANP

Bruxelas, 25 jan (EFE).- União Europeia (UE), Egito, Turquia e Jordânia enviaram hoje um sinal de apoio à criação de um Governo de reconciliação no território palestino sob a Presidência do atual líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, como passo necessário para garantir a assistência humanitária em Gaza.

EFE |

O ministro de Assuntos Exteriores da Autoridade, Riyad al-Maliki, assegurou, após se reunir com seus colegas europeus e de outros países árabes, que só há uma autoridade palestina legítima, tanto em Gaza quanto na Cisjordânia, a Autoridade Nacional Palestina. "E hoje escutamos vozes unânimes de apoio", disse.

Segundo Maliki, estava claro desde o princípio que um dos objetivos da ofensiva israelense era a separação entre Gaza, controlada pelos islâmicos do Hamas, e Cisjordânia, dirigida pelo Fatah, e a criação de uma nova entidade na Faixa.

"Não é apenas o fato de a ANP não aceitar, também não vai haver apoio de nenhum país árabe. Cremos na unidade territorial, e trabalharemos para a reconciliação nacional, para superar as diferenças e reunir os territórios palestinos", afirmou.

Já o ministro de Exteriores tcheco e presidente de turno do Conselho, Karel Schwarzenberg, afirmou que, enquanto o Hamas continuar defendendo o terror e a destruição de Israel, é difícil considerá-lo como um parceiro sério.

Além disso, explicou que a reunião tinha se centrado em ver como a UE pode ajudar e enviar uma missão de observadores tão em breve quanto as partes permitirem.

Ele insistiu em que as passagens para Gaza devem ser abertas de maneira regular e previsível, assim como na defesa da UE à solução de dois Estados, palestino e israelense.

O ministro tcheco explicou que, para cumprir o objetivo de deter o contrabando de armas em direção à Faixa, alguns países-membros da UE vão oferecer ao Egito, única fronteira de Gaza além de Israel, a ajuda que precisar.

Porém, seu colega egípcio, Ahmed Aboul Gheit, respondeu que, para ele, o contrabando não ocorre em sua fronteira - se ocorrer é de maneira mínima -, mas no litoral.

A iniciativa europeia de diálogo com as partes em conflito incluiu um primeiro encontro na quarta-feira com a ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, que se comprometeu a garantir a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

Em troca, os ministros de Assuntos Exteriores da UE e o alto representante de Política Externa e Segurança Comum do bloco, Javier Solana, prometeram redobrar os esforços para deter o contrabando de armas em direção a Gaza.

Para isso, os europeus tentaram convencer o Egito, maior mediador para o cessar-fogo, que lhes permita colocar em seu território observadores militares para controlar a passagem fronteiriça de Rafah, única que liga os palestinos com um território que não seja israelense.

Apesar de o Egito não ter se convencido, Solana insistiu em que a UE apoia todos os esforços que está fazendo este país como mediador, e espera ver os resultados de suas iniciativas.

Entre elas, o ministro egípcio destacou a conferência para a reconstrução de Gaza que poderia acontecer no final de fevereiro, e que segundo sua opinião deveria se basear em cálculos prévios sobre a destruição da faixa durante a recente ofensiva israelense. EFE met-epn/ma

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