UE e FMI pedem resgate à Irlanda para evitar contágio

Representantes de Portugal e Espanha negam necessidade de auxílio para a Península Ibérica

EFE |

A União Europeia (UE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e as autoridades irlandesas ultimam o resgate à Irlanda, diante da reunião de ministros de Finanças europeus que será realizada neste domingo para dar sinal verde à contribuição europeia. Em princípio, a convocação é por teleconferência, embora fontes europeias considerem que os ministros poderão reunir-se fisicamente em Bruxelas se as equipes negociadoras do FMI e da UE acertarem os detalhes do resgate à Irlanda a tempo.

Fontes da UE confirmaram neste sábado à Agência Efe que as negociações sobre o programa de assistência financeira multilateral estão próximas de finalização e que os detalhes poderiam ser conhecidos no domingo, o que permitiria reduzir a incerteza sobre a Zona do Euro antes da abertura dos mercados, na segunda-feira.

Após uma semana marcada pelos máximos históricos alcançados pela dívida soberana da Espanha e Portugal, começam a proliferar as dúvidas sobre se o resgate irlandês bastará para neutralizar o risco de contágio à península ibérica.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, ressaltou na sexta-feira que é "absolutamente falso" que exista um plano de salvamento para Portugal e reiterou sua confiança nas políticas anunciadas pelos países com problemas. Em Lisboa, o Parlamento aprovou o orçamento de 2011; enquanto em Madri, o governo e o Banco da Espanha extremaram esforços para comunicar a solvência da economia espanhola e de seu sistema bancário.

O chefe do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, negou "absolutamente" que a Espanha vá recorrer ao resgate financeiro e advertiu os investidores que estejam apostando contra a dívida espanhola que vão perder dinheiro.

Causaram surpresa as declarações do presidente do Bundesbank (banco central alemão) e membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), Axel Weber, que defendeu aumentar o atual fundo de resgate da UE, capaz de mobilizar até 750 bilhões de euros, se for necessário atender a mais de um país.

Também a partir da Alemanha, a chanceler Angela Merkel insistiu em sua iniciativa para que os credores privados assumam sua responsabilidade na hora de ajudar os países com graves dificuldades financeiras a partir de 2013, quando caduca o fundo de resgate da Zona do Euro aprovado após a crise na Grécia.

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