UE e EUA querem partilhar mais dados sobre passageiros de aviões

TOLEDO (Reuters) - A Europa e os Estados Unidos querem compartilhar mais informações para garantir que potenciais agressores não embarquem em aviões, mas os europeus ainda não estão seguros sobre a utilização de scanners corporais, disseram as autoridades nesta quinta-feira. Os ministros do Interior da União Europeia e a secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Janet Napolitano, concordaram durante reunião em Toledo em estabelecer propostas concretas para compartilhar informações sobre passageiros em abril.

Reuters |

A reunião aconteceu depois do atentado frustrado em um voo com destino a Detroit no dia do Natal, quando um nigeriano que embarcou em Amsterdã, na Holanda, tentou acionar um dispositivo que levava em suas roupas íntimas. Seu nome estava em uma lista dos serviços secretos norte-americanos.

O ataque fracassado de Detroit, que foi evitado em parte pela ação de outros passageiros, fez Washington aumentar a instalação de mais scanners e exigiu que seus aliados fizessem o mesmo.

Enquanto alguns países europeus, como Grã-Bretanha, também estão introduzindo esses dispositivos, nações da União Europeia estão preocupadas em violar a intimidade e, talvez, prejudicar a saúde das pessoas.

Também surgiram dúvidas sobre como a informação será utilizada, já que alguns temem que as pessoas sejam incluídas em listas que as proíbam de viajar sem seu conhecimento e com poucas possibilidades de reclamações.

O ministro espanhol do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, disse que o uso de scanners corporais não foi discutido em Toledo, já que os países europeus adotarão uma posição conjunta depois de um relatório elaborado pela Comissão Europeia.

Janet disse que havia muitas outras áreas nas quais se podia avançar, como unificar os modos de compartilhar informações sobre passageiros antes que embarquem em uma aeronave.

"Estamos muito satisfeitos pelo tom e humor desta reunião", disse em entrevista coletiva. "Não falamos dos scanners corporais, nem acho que sejam essenciais para melhorar o nível de segurança da aviação internacional. Acho que são uma ajuda", acrescentou.

(Reportagem de Jason Webb)

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