UE e EUA pretendem estabelecer padrão único para segurança de produtos

Bruxelas, 3 abr (EFE).- A União Européia (UE) e os Estados Unidos pretendem estabelecer um padrão comum de segurança para produtos e consumidores, segundo afirmou hoje a responsável européia para a proteção ao consumidor, Meglena Kuneva, e sua colega americana, Nancy Nord.

EFE |

A comissária européia e a responsável americana mostraram uma vontade comum de harmonizar as normas de segurança de consumo em seus respectivos mercados, após o fim de uma reunião que mantiveram na sede da Comissão Européia.

Kuneva afirmou que "apoiará a criação de padrões comuns", enquanto Nord declarou que uma harmonização desse tipo "beneficiaria a todo mundo, desde os produtores até os vendedores e consumidores de ambos os lados do Atlântico".

No encontro, as duas responsáveis discutiram medidas concretas para estreitar a colaboração neste campo, como compartilhar informação entre seus respectivos mecanismos de segurança e negociar de forma conjunta com a China as regras que devem respeitar suas exportações.

A experiência comercial da UE e dos EUA com o gigante asiático "é comum", segundo Nord, que acrescentou que é importante que ambos os atores econômicos "falem com uma mesma voz e sejam mais visíveis de forma conjunta".

Neste sentido, Kuneva anunciou que altos representantes europeus e norte-americanos de defesa do consumidor viajarão à China em junho e setembro para "trocar impressões de forma conjunta".

Além disso, a comissária convidou tanto a China como os EUA para a semana Européia de Segurança dos Produtos e dos Consumidores, que será realizada em Bruxelas entre 17 e 23 de novembro.

"Seria o primeiro encontro de alto nível neste âmbito e em nosso próprio terreno", destacou Kuneva, acrescentando que "espera" que a China compareça à reunião.

Por outra parte, ambas as responsáveis destacaram a necessidade de conseguir uma comunicação mais fluente entre os mecanismos de alerta sobre segurança nos produtos da UE (Rapex) e dos EUA.

"Embora os dois sistemas tenham muito em comum, ainda precisam ampliar sua cooperação, de modo que se transformem em uma referência única para que terceiros países fixem seus standards de segurança", disse Nord.

Além disso, a troca de informação entre os dois "pode ser decisiva para detectar futuros alertas de produtos perigosos", segundo destacou Kuneva. EFE ahg/fb

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