UE e EUA iniciam 2ª fase de negociações para liberação do transporte aéreo

Brdo (Eslovênia), 15 mai (EFE).- A União Européia (UE) e os Estados Unidos abriram hoje em Brdo (Eslovênia) a segunda fase das negociações sobre a liberação da aviação transatlântica, cuja principal dificuldade reside no pedido das companhias européias de aumentar sua participação nas empresas americanas.

EFE |

A segunda rodada das conversas sobre "céus abertos" tem como base um acordo que entrou em vigor em março passado e que permite às companhias aéreas ter acesso a qualquer cidade americana a partir do território da UE, ou o contrário.

Prosseguir com a liberalização e conseguir um mercado livre entre os dois continentes é o objetivo comum das duas partes, segundo afirmaram seus representantes hoje em entrevista coletiva no começo da reunião, mas admitiram que as negociações podem demorar.

"O objetivo final é um mercado livre de barreiras entre os dois continentes... acho que será possível ter tudo estipulado para a próxima década, não acho que possamos consegui-lo antes de 2010", comentou o embaixador dos EUA para a UE, Boyden Gray.

A parte mais difícil da segunda fase das negociações sobre céus abertos será a possibilidade de companhias aéreas européias investirem nas americanas.

Atualmente, os estrangeiros podem ter até 25% de participação em companhias aéreas dos EUA, enquanto os americanos podem comprar até 49% das companhias européias.

"Achamos que um dos obstáculos principais para a indústria é a clara existência de regulações nacionais restritivas, e certamente obsoletas, que impedem os investidores de entrar no mercado de uma forma mutuamente aceitável", disse o representante da Comissão Européia, Zoltan Kazatsay.

Na reunião participam cerca de 90 representantes de países da UE, da Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia) e dos EUA, como também da indústria aérea européia e americana.

Os representantes dos EUA e da UE concordaram que o acordo sobre céus abertos que entrou em vigor no final de março já deu resultados muito satisfatórios.

Segundo Daniel Calleja, diretor de Transporte Aéreo e chefe dos negociadores da UE, "os benefícios do acordo já são muito significantes e concretos, apesar do pouco tempo que está em vigor".

O número de vôos entre UE e EUA previstos para o verão de 2008 aumentaram em 8% em comparação com o mesmo período de 2007, o número de vôos de Heathrow (Londres) para os EUA aumentou em 20%, informou.

O chefe dos negociadores acrescentou que o transporte transatlântico nos próximos cinco anos poderia duplicar, com um lucro adicional de 12 bilhões de euros e 80.000 novos postos de trabalho. EFE vb/fb

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