UE e Brasil discutirão crise financeira durante cúpula em dezembro

Bruxelas, 25 nov (EFE) - União Européia (UE) e Brasil abordarão a atual crise financeira e econômica mundial na cúpula que realizarão no dia 22 de dezembro no Rio de Janeiro de forma mais diversa que em Washington, com a presença dos 27 países-membros do bloco e com o desenvolvimento como um dos pontos centrais.

EFE |

A menos de um mês para o encontro, Brasil e UE já preparam os conteúdos de uma cúpula na qual também estão presentes as "economias européias menores", que não participaram da reunião do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e principais emergentes) em Washington.

Na ocasião, decidiu-se reformar e fortalecer os mercados financeiros, destacaram à Agência Efe fontes diplomáticas.

O Brasil, que participou do encontro como uma das cinco economias emergentes - junto com Índia, China, México e África do Sul-, espera que a cúpula com a UE sirva para continuar as "grandes idéias" empreendidas em Washington, mas em um "contexto diferente", ao contar com a "diversidade" de todos os países da União Européia.

Os representantes do bloco europeu em Washington foram França, Alemanha, Reino Unido e Itália - que fazem parte do Grupo dos Sete (G7) -, além de Espanha, Holanda e República Tcheca, convidadas à reunião.

Brasil e UE são "dois grandes atores, cada um com seu peso específico", e, no âmbito da crise econômica, ambos têm "muito interesse" em prestar atenção ao desenvolvimento, indicou a missão diplomática do Brasil perante a União Européia.

As duas partes analisarão as possibilidades de cooperação conjunta em benefício de terceiros países ou regiões, como Haiti ou a África, em um "leque muito amplo de temas", disseram as mesmas fontes.

A África é um continente onde o Brasil já realiza projetos de desenvolvimento, mas agora busca-se ver como pode potenciar essa ajuda com a colaboração do bloco europeu.

Quanto à região latino-americana, as fontes brasileiras confiaram em que serão promovidos programas concretos em educação no marco da associação entre América Latina, Caribe e União Européia (ALC-UE).

As duas partes debaterão ainda assuntos como as negociações da Rodada de Desenvolvimento de Doha para a liberalização comercial e entre UE e Mercosul, a mudança climática ou a situação na região, apesar de a agenda da reunião ainda não estar fechada e de haver a possibilidade de serem adicionados outros temas de interesse mútuo.

No âmbito das relações comerciais, a missão brasileira perante a UE destacou que a negociação inter-regional com o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) depende do resultado da Rodada de Doha, que atualmente está em ponto morto.

Sobre a mudança climática, a diplomacia brasileira destacou a "grande coincidência de opinião" entre ambas as partes, e não descartou que dentro das discussões sobre esse tema abordem as energias renováveis, uma área sobre a qual mantêm "contatos freqüentes". EFE rja/db

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