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UE e BM pedem esforço de US$ 3,165 bilhões para ajudar a Geórgia

Bruxelas, 22 out (EFE).- A União Européia (UE) e o Banco Mundial (BM) pediram hoje à comunidade internacional um esforço, apesar da crise econômica, para contribuir com US$ 3,165 bilhões à reconstrução da Geórgia após o conflito com a Rússia.

EFE |

O ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, abriu a Conferência de Doadores para a Geórgia, realizada hoje, em Bruxelas, com a advertência de que é "indispensável" oferecer uma "solução política e econômica" à crise no Cáucaso.

Contribuir para a estabilidade da região "não é só uma prova de caridade e solidariedade", disse o ministro francês, cujo país está na Presidência rotativa da UE.

No mesmo sentido, o presidente da Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia), José Manuel Durão Barroso, ressaltou que a ajuda à Geórgia é, além de "um imperativo moral", uma maneira de "garantir a segurança energética" para o bloco europeu.

Um dos principais temores dos líderes europeus é o impacto dos combates entre russos e georgianos sobre os oleodutos e gasodutos que transportam energia do Mar Cáspio para a Europa, e que são chave para a sobrevivência de projetos pan-europeus como o gasoduto Nabucco, entre a Turquia e a Europa Central.

Barroso lembrou que o Executivo da UE oferecerá US$ 665 milhões nos próximos três anos, e agradeceu aos participantes - 65 países foram convidados - sua solidariedade "em um momento de crise econômica".

Os problemas financeiros também foram lembrados pelo vice-presidente do Banco Mundial (BM), Shigeo Katsu, que alertou que estes podem ser ainda mais intensos para um país emergente como a Geórgia.

Convidou a "refletir" sobre os progressos econômicos e democráticos que a Geórgia tinha alcançado até o início do conflito - com um crescimento anual de mais de 10% desde 2003 -, e considerou "necessário" oferecer ajuda a este país, "em um momento complicado para todos".

A comissária de Relações Exteriores da UE, Benita Ferrero-Waldner, defendeu a importância de oferecer um "forte sinal político" aos georgianos.

Os Estados Unidos já anunciaram que oferecerão US$ 1 bilhão, e o próprio Governo georgiano, representando hoje pelo primeiro-ministro Lado Gurgenidze, colocará US$ 500 milhões. EFE met/an

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