UE e Asean pedem libertação de presos birmaneses

Phnom Penh, 28 mai (EFE).- A 17ª reunião de ministros de Assuntos Exteriores da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean, em inglês) e da União Europeia (UE) terminou hoje em Phnom Penh com um chamado para libertar a líder opositora birmanesa Aung San Suu Kyi e todos os presos políticos do país.

EFE |

O ministro de Assuntos Exteriores da República Tcheca, Jan Kohout, cujo país ocupa a Presidência rotativa da UE, mostrou sua preocupação pela detenção de Suu Kyi e assegurou que a libertação dos presos políticos "deve ser o primeiro passo para conseguir a reconciliação nacional em Mianmar".

O chanceler birmanês, Nyan Win, disse durante seu discurso que o processo contra Suu Kyi é um assunto interno de seu país e se trata de um delito penal, e não de um caso de direitos humanos.

"Compreendemos que a comunidade internacional tem muito interesse neste julgamento, mas ao fazê-lo esquece a importante questão da não ingerência", manifestou Nyan Win.

O chefe da diplomacia birmanesa apontou que seu país vive um momento de transição rumo à democracia, em alusão às eleições parlamentares previstas para em 2010, que não deveriam ficar fora de foco devido ao "caso de uma só pessoa".

O secretário-geral da Asean, o tailandês Surin Pitswan, destacou a posição comum de todos em exigir que o regime de Mianmar liberte os presos e garanta a pluralidade política no país.

O comunicado final também condenou o teste nuclear da Coreia do Norte ocorrido na última segunda-feira e pediu que o país respeite seus próprios compromissos e volte à mesa de diálogos.

A Asean surgiu em 1967 é e formada por Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

EFE jcp/bba

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