UE diz querer trabalhar mais perto de EUA e ONU no Haiti

Washington, 21 jan (EFE).- A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, expressou hoje a vontade do bloco europeu de colaborar de forma mais estreita com Estados Unidos e ONU no Haiti.

EFE |

"Há uma grande vontade na UE de trabalhar de forma mais estreita com os EUA e, certamente, sob os auspícios das Nações Unidas", disse hoje Ashton em coletiva de imprensa conjunta com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

A representante da UE ressaltou que há muito a ser feito no Haiti no momento, mas que haverá muito mais no futuro.

"Estamos muito dispostos a trabalhar em colaboração em um enfoque estratégico para apoiar o crescimento econômico da nação", afirmou Ashton.

As declarações chegam após as denúncias feitas esta semana pelo Governo francês sobre um suposto monopólio dos EUA no controle do aeroporto de Porto Príncipe.

A França e outros países se queixam da falta de coordenação na distribuição da ajuda e na gestão do aeroporto de Porto Príncipe, e reclamam que voos americano têm prioridade.

Apesar das críticas, a secretária de Estado americana reiterou hoje aos EUA e seus parceiros europeus estão trabalhando "ombro a ombro" nas tarefas de auxílio no Haiti.

"Quero agradecer à senhora Ashton pela generosidade com as pessoas do Haiti demonstrada pela União Europeia e seus Estados-membros e cidadãos", afirmou Hillary.

A União Europeia se comprometeu até agora a dar US$ 500 milhões em ajuda ao Haiti.

O grande terremoto de 7 graus aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital, Porto Príncipe.

Em declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, disse que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado nesta quarta que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE tb/rr

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