UE diz que vai combater pirataria na costa da Somália

A União Européia anunciou nesta quinta-feira que chegou a um acordo para estabelecer um sistema de segurança de combate à pirataria na costa da Somália. O ministro da Defesa da França, Herve Morin, disse que pelo menos oito países concordaram em participar do esquema.

BBC Brasil |

O anúncio foi feito após uma reunião dos ministros da Defesa do bloco europeu em Deauville, no norte da França.

"Há uma grande disposição européia. Muitos países querem participar", disse Morin.

"Nós recebemos um mandato para continuar o planejamento para lançar essa operação no mês de novembro."
O acordo acontece depois do seqüestro de um navio ucraniano carregado com 33 tanques de guerra. Os piratas exigem um resgate de US$ 20 milhões (cerca de R$ 38 milhões).

Mais pirataria

Enquanto isso, um relatório feito pela organização britânica Chatham House disse que o número de ataques piratas a navios na Somália - 60 só neste ano - mais do que dobrou neste ano.

Entre US$ 20 e 30 milhões foram pagos em resgates, afirmou o levantamento.

Segundo o relatório, o resgate médio pago aos piratas varia de US$ 500 mil a US$ 2 milhões.

Na madrugada desta quinta-feira, o Escritório Marítimo Internacional reportou mais três tentativas de seqüestro de navios.

"Há ataques contínuos no Golfo de Aden e na costa da Somália", disse o capitão Pottengal Mukundan, do órgão. "É uma questão muito preocupante. Precisamos de recursos para lidar com o problema."

Navio ucraniano

De acordo com o governo interino da Somália, os piratas que mantém um navio ucraniano começaram a negociar com os proprietários da embarcação.

O Faina, que além dos tanques de guerra também carrega rifles e armas pesadas, foi tomado na última semana e está sendo mantido na costa somali, perto da cidade de Hobyo.


Piratas somalianos foram vistos em pequenos barcos no domingo / AP

O navio está cercado de navios de guerra americanos, que não permitem que armas pesadas sejam retiradas.

A polícia do Quênia prendeu um oficial da Marinha que disse que os tanques estavam sendo levados para o sul do Sudão, o que violaria um acordo de paz.

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