UE diz que Síria tem papel-chave para pacificar Oriente Médio

Damasco, 23 out (EFE).- O alto representante de política externa da União Européia, Javier Solana, afirmou hoje em Damasco que a Síria desempenha um papel chave no processo de paz do Oriente Médio, que, na sua opinião, deve ser global.

EFE |

Solana fez estas declarações em entrevista coletiva depois de se reunir com o ministro sírio de Relações Exteriores, Walid al Moualem.

Além disso, o chefe da diplomacia européia citou os últimos avanços conseguidos com o estabelecimento de relações diplomáticas plenas entre Síria e Líbano, confirmado há dez dias, e descreveu o papel de Damasco neste assunto como "construtivo".

Ele ainda expressou sua satisfação pelas negociações de paz indiretas iniciadas entre Síria e Israel com mediação turca.

A este respeito, Solana afirmou que a UE está disposta a "oferecer qualquer apoio possível, se pedirem".

Quanto à possibilidade de alcançar um acordo de paz palestino-israelense antes do fim deste ano, Solana disse que "desejava que este acordo tivesse sido alcançado há anos".

Sobre as relações entre Síria e a UE, Solana ressaltou que "estão em desenvolvimento contínuo", como demonstram -ressaltou- sua atual visita a Damasco e a do presidente francês, Nicolas Sarkozy, em setembro passado.

Solana expressou, além disso, seu desejo de que se firme no próximo ano um acordo de associação entre Síria e UE, com bases já negociaram pelas partes.

"Tivemos durante anos boas relações pessoais com o presidente sírio, Bashar al-Assad. Espero que ele continue com toda sua determinação e desejo o processo que começou", acrescentou Solana.

Além de reunir-se com Moualem, o alto representante da UE manteve esta manhã conversas com Assad e o vice-presidente sírio, Farouk al Shara.

Solana disse aos jornalistas que suas conversas com Assad "foram boas e cobriram vários assuntos da região".

O responsável europeu chegou ontem à noite a Damasco, a última escala de uma viagem pela região que lhe levou em dias anteriores aos Emirados Árabes Unidos, à Arábia Saudita e ao Catar. EFE gb/jp

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