UE diz que latino-americanos superdimensionaram lei sobre imigrantes

Lima, 1 jul (EFE).- A União Européia (UE) reconhece que houve erros de comunicação para transmitir na América Latina o conteúdo da polêmica lei de retorno de imigrantes ilegais, embora considere que alguns Governos superdimensionaram a nova diretiva diante de rumores que não correspondem às intenções do bloco.

EFE |

Assim afirmou hoje o embaixador da França no Peru, Pierre Charasse, como representante do país que hoje assumiu a Presidência rotativa da UE, após admitir que foi um erro europeu "não considerar a sensibilidade deste tema na América Latina".

Em coletiva de imprensa em Lima, Charasse explicou que na Europa "não é uma novidade" a discussão de uma lei que regule o retorno dos imigrantes ilegais e por isso não foi considerado importante informar bem sobre o tema.

Segundo ele, a situação, que coincidiu com a transição da Presidência rotativa da UE, fez com "que muitos reagissem sem conhecer o texto".

O diplomata disse que a diretiva, aprovada pela Eurocâmara em 18 de junho, pretende harmonizar as posições entre os 27 países-membros para "ordenar e facilitar as imigrações, lutar contra a imigração ilegal e promover o desenvolvimento dos países com imigração intensa".

O embaixador também se referiu à resolução da Organização dos Estados Americanos (OEA) de enviar uma missão de alta categoria à UE para se informar sobre a nova lei, ao considerar uma atitude "respeitosa" com a decisão da Eurocâmara.

No entanto, Charasse afirmou ser "curioso" que em vez de consultar os países europeus, os latino-americanos tenham ido à OEA, "onde participam os EUA, que literalmente estão construindo um muro contra os imigrantes, algo mais violento que a diretiva de retorno" da UE. EFE amr/rr

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