O julgamento no Irã contra funcionários das embaixadas da Grã-Bretanha e da França é um ato contra toda a União Europeia e será tratado de igual maneira, declarou neste sábado a presidência da UE.

"As ações contra um país do organismo europeu, contra seus cidadãos ou contra funcionários de suas embaixadas são consideradas contra toda a União Europeia e assim serão tratadas", indica a presidência, acrescentando que o julgamento será acompanhado atentamente e que o bloco pedirá que os funcionários em questão sejam libertados o quanto antes.

O ministro das Relações Exteriores britânico, David Miliband, por sua vez, disse que o julgamento é o último ato de uma série de provocações do Irã.

Miliband enfatizou que está muito preocupado com as acusações injustificadas contra Hossein Rassam, o funcionário de seu governo e contra os empregados da embaixada francesa e outros manifestantes que protestaram contra a questionada reeleição de Mahmud Ahmadinejad.

Mais cedo, a francesa Clotilde Reiss compareceu ante o tribunal de Terã que realiza o julgamento em massa dos manifestantes e pediu perdão às autoridades, informou a agência iraniana Isna.

"Peço perdão ao país, ao povo e ao tribunal do Irã e espero que me indultem", afirmou ante o tribunal. "A presença na prisão é dura, mas meus guardiães e os agentes encarregados de realizar os interrogatórios não se portarem mal comigo e não tive problemas particulares na prisão", declarou ainda, mencionando a pressão psicológica em que se encontra.

A francesa, de 24 anos e assistente, foi detida em 1o. de julho passado.

Sua presença este sábado no banco dos réus - junto a uma funcionária local da embaixada da Frnaça, um funcionário local da embaixada britânica e dezenas de outras pessoas julgadas por seu papel nas manifestações pós-eleitorais - surpreendeu os meios diplomáticos e seus familiares.

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