UE diz que fornecimento de gás não foi retomado

A Comissão Européia (CE), órgão Executivo da União Européia, assegurou nesta terça-feira que o fornecimento de gás a seu território não foi retomado, apesar do acordo assinado um dia antes com autoridades da Rússia e Ucrânia, responsáveis pela suspensão do abastecimento.

BBC Brasil |

"A informação que temos de nossos especialistas na área é de que pouco ou nenhum gás está fluindo para a UE e não temos informação de por que isso está acontecendo", afirmou Pia Ahrenkilde, porta-voz do Executivo.

As autoridades européias também dizem desconhecer qual dos dois países envolvidos na disputa não está cumprindo o acordo.

A Rússia diz que reativou o envio de gás mas que a Ucrânia bloqueou a passagem para os países europeus em seus gasodutos.

Já a Ucrânia diz que a Rússia desviou o gás por outras rotas.

A companhia estatal russa de gás Gazprom tinha anunciado a reativação do fornecimento de gás para a Europa na manhã desta terça-feira, dizendo que pode levar dois dias para que o suprimento se normalize.

Mas, segundo Bruxelas, o volume de gás enviado atualmente à UE é "muito limitado" e chega à região por apenas um ponto de entrada.

"A situação atual é inaceitável. Esperamos que se solucione rapidamente e que se restabeleça o fornecimento do volume total e por todos os pontos de entrada", completou o porta-voz europeu de Energia, Ferran Tarradellas.

Disputa

A Rússia cortou o fornecimento de gás à Europa na quarta-feira passada devido a uma disputa com a Ucrânia, a qual acusa de roubar parte do gás que atravessa o país com destino aos países europeus e de dever dinheiro. O governo de Kiev nega as acusações.

Os dois países também discutem o preço a ser pago pela Ucrânia pelo gás russo, e o preço a ser pago pela Rússia pelo uso dos gasodutos ucranianos.

Moscou já havia cortado o fornecimento de gás aos ucranianos durante o inverno do ano passado devido a uma disputa similar, que também afetou os países europeus.

A UE importa da Rússia um quarto de todo o gás consumido por seus 27 membros e 80% desse volume passa pela Ucrânia.

Ao menos quinze países europeus estão sendo afetados pela crise.

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