Bruxelas, 22 ago (EFE).- A Comissão Europeia (órgão executivo da União Europeia) afirmou hoje que as eleições realizadas na quinta-feira passada no Afeganistão foram uma vitória para o povo afegão e para a democracia, embora tenha voltado a pedir aos candidatos que respeitem o processo eleitoral.

A comissária de Assuntos Exteriores da UE, Benita Ferrero-Waldner, afirmou em comunicado que apesar das dificultadas e ameaças ao pleito, o povo afegão "escolheu votar e expressou sua vontade".

No entanto, a comissária pediu a todos os candidatos que "atuem com sabedoria, respeitem os resultados e mostrem compromisso para trabalhar olhando ao futuro".

Tanto o atual presidente afegão, Hamid Karzai, como seu principal adversário político, o ex-chanceler Abdullah Abdullah, cantaram vitória nas eleições, mesmo sem número oficiais.

Ferrero-Waldner ressaltou o "compromisso total" e a "longo prazo" da Comissão Europeia com a estabilização e a democratização do Afeganistão.

A missão de observadores da União Europeia deu também hoje sua aprovação geral às eleições presidenciais.

"A missão considera a realização das eleições como uma vitória contra aqueles que queriam impedir os afegãos de decidir seu próprio futuro", assegurou em comunicado.

Segundo a missão europeia, porém, o processo foi prejudicado pelos ataques contra funcionários eleitorais e candidatos, um acesso desigual aos recursos dependendo dos candidatos e também à situação de fraqueza vivida pela mulher no país.

Os observadores, que supervisionaram o processo eleitoral durante os dois últimos meses, dizem que a Comissão Eleitoral conseguiu "em geral" funcionar com eficácia, apesar de algumas "insuficiências operativas e defeitos institucionais".

Apesar de alguns problemas, a missão garantiu a transparência do pleito, atribuída pelos europeus, também, à presença nas votações de um grande número de observadores estrangeiros e afegãos. EFE ahg/rr

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