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UE diz que busca relação forte, adulta e madura com Brasil

Bruxelas, 26 fev (EFE).- O diretor para a América Latina da Comissão Europeia (CE), Stefano Sannino, destacou hoje a importância de a União Europeia (UE) manter com o Brasil uma relação forte, adulta e madura, em razão do peso mundial da economia brasileira, que qualificou como emergida, e não emergente.

EFE |

Sannino disse em entrevista à Agência Efe que o Brasil, parceiro estratégico do bloco europeu desde 2007, não pode ser considerado apenas um "ator regional, em função de suas dimensões, tamanho e força econômica".

"(O Brasil) Não é uma economia emergente, é uma economia emergida, e é normal que se crie uma relação de paridade entre esse país e a UE", acrescentou.

Sannino afirmou ainda que o Brasil "não é somente um país receptor de investimentos, mas é também um investidor, não é somente agrícola, mas é industrial e oferece serviços".

O diretor da CE disse que, por esse motivo, é preciso "um relacionamento adulto e maduro com o Brasil", que também deve assumir suas "responsabilidades, como é normal em um país com tanta capacidade".

Sannino também comentou sobre a "articulada" relação que existe entre as duas partes, com diálogos abertos em "importantes setores" como o financeiro, o meio ambiental, o energético ou o agrícola.

Nesse sentido, assinalou que a UE procura com o Brasil formas de cooperação concretas em âmbitos de interesse comum como o dos biocombustíveis, um campo "muito interessante para a Europa", e destacou que o modelo de produção brasileiro desse combustível é "sustentável e compatível com nossos standards".

Sannino também comentou sobre a Cúpula UE-Brasil realizada no Rio de Janeiro em dezembro do ano passado, que contou com a presença do então presidente rotativo do bloco, o francês Nicolas Sarkozy, e o presidente da CE, José Manuel Durão Barroso.

Segundo o alto funcionário, a reunião aconteceu em um momento "muito importante de reconhecimento recíproco", no qual tanto a UE como o Brasil manifestaram sua vontade de colaborar na busca por "soluções que gerem benefícios para as duas partes". EFE rja/mh

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