UE diz que ampliar colônia israelense em solo palestino é obstáculo para paz

Bruxelas, 10 mar (EFE).- A União Europeia (UE) condenou hoje a decisão de Israel de iniciar novas construções em solo palestino em Jerusalém Oriental e afirmou que constitui um obstáculo para a paz no Oriente Médio.

EFE |

Em comunicado, a chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, aponta que esses assentamentos são ilegais com base "no direito internacional".

"(Os assentamentos) abalam os atuais esforços para retomar as negociações de paz, constituem um obstáculo para a paz e ameaçam tornar impossível a solução baseada na coexistência de dois Estados", concluiu.

Para Ashton, Israel "deveria dar voltar atrás em sua decisão".

"A UE pede às autoridades israelenses para que honrem seus compromissos e obrigações em relação ao processo de paz", disse.

Além disso, pediu que "se abstenham de decisões ou ações unilaterais que possam pôr em perigo as negociações em curso sobre o regime jurídico final".

Ashton já havia deixado sua posição clara nesta manhã no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França), onde se juntou aos Estados Unidos nas críticas ao projeto de construção de 1.600 novos imóveis em uma colônia judia localizada em território palestino.

"Permitam-me que me una ao vice-presidente (dos EUA, Joe) Biden na condenação da decisão (de Israel) de construir 1.600 novas casas", afirmou ao começo de seu discurso no Legislativo europeu.

Biden criticou hoje em comunicado "a substância e o momento do anúncio" israelense, apenas um dia depois de os palestinos aceitarem iniciar conversas de paz indiretas com Israel.

Ashton deve iniciar no próximo domingo uma viagem pelo Oriente Médio, passando por Israel no dia 17. Ela também visitará a Faixa de Gaza, em uma visita que o Executivo israelense prometeu possibilitar. EFE rja-mvs/bba

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