UE deve mandar auxílio ao Congo e pondera sobre envio de tropas

KINSHASA - A União Européia (UE) está pronta para enviar auxílio humanitário a civis em fuga de conflitos no leste do Congo, mas ainda vai considerar posteriormente se enviará do bloco à região, disse o ministro das Relações Exteriores da França neste sábado.

Reuters |

O chanceler Bernard Kouchner disse que a proposta feita pela França esta semana para que a UE mandasse até 1,5 mil tropas para dar apoio aos membros da paz da Organização das Nações Unidas (ONU), que estão sob forte pressão na República Democrática do Congo, era somente uma sugestão que estava sendo consultada com todos os membros da União.

A França detém a presidência rotativa da União Européia e Kouchner, acompanhado pelo secretário de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, David Miliband, chegaram à capital do Congo, Kinshasa, neste sábado, em uma missão para tentar assegurar a paz no leste do país, tomado pela violência.

Uma ofensiva por rebeldes Tutsi leais ao renegado general Laurent Nkunda, assasinatos subsequente, e saques feitos por tropas do exército congolês levaram dezenas de milhares de civis a fugir de seus lares no província de Kivu do Norte, na fronteira com Ruanda.

Apesar de o cessar-fogo declarado por Nkunda parecer estar sendo respeitado, missões de ajuda estrangeiras descreveram a situação humanitária como "catastrófica", e clamaram a comunidade internacional a ajudar com auxílio e segurança no local.

Após se encontrar com o presidente congolês Joseph Kabila, em Kinshasa, Kouchner disse a repórteres que os países-membros da UE, que se encontraram na sexta-feira em Bruxelas para discutir a situação no Congo, concordaram com a idéia de uma operação de ajuda humanitária para Kivu do Norte.

"Eles disseram que isso certamente pode ser feito em termos humanitários", disse ele. Mas acrescentou que a opção de enviar tropas "deve ser estudada".

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