UE deixa a desejar em política ambiental, dizem ONGs europeias

Bruxelas, 10 jun (EFE).- A Comissão Europeia, órgão executivo da União Europeia (UE), deixa a desejar em termos de política ambiental, segundo uma avaliação dos últimos cinco anos elaborada pela Green 10, uma coalizão europeia de organizações de defesa do meio ambiente.

EFE |

O grupo divulgou hoje um relatório no qual dá nota a diversas políticas da UE vinculadas ao meio ambiente durante o atual mandato do Executivo comunitário, que termina no final deste ano.

A coalizão, que conta com organizações como Greenpeace e WWF, deu nota 4,4 de um máximo de sete pontos à gestão da UE nesta matéria, mas lembrou que, de 2006 até agora, houve certa melhora graças à crescente preocupação da opinião pública com a mudança climática.

A estratégia de desenvolvimento sustentável recebe a pior avaliação (nota dois), como consequência da "pobre" atuação do Executivo comunitário que, de acordo com os ambientalistas, evitou impulsionar iniciativas concretas como o estabelecimento de "impostos ambientais".

Também se saem mal as políticas do bloco europeu para a agricultura e a proteção da biodiversidade e dos ecossistemas. Ambas receberam nota quatro.

Além disso, o relatório assinala que a Comissão Europeia incentiva as plantações e as importações de alimentos transgênicos, apesar da "oposição" dos cidadãos europeus.

No outro extremo, os ambientalistas deram nota sete, a maior possível, à gestão da mudança climática, graças à proposta para reduzir em 20% as emissões de gases causadores do efeito estufa até 2020 e para a possibilidade de elevar esta percentagem até 30% se outros grandes países se comprometerem a contribuir.

Além disso, avaliaram a introdução da luta contra o aquecimento global no pacote da mudança climática e de energia de 2008, assim como o aumento ao apoio às energias renováveis. Por isso, a política energética ganhou nota seis.

As medidas para transportes também receberam nota sete, graças a iniciativas como o compromisso assumido em 2007 entre a Comissão Europeia e a indústria automobilística para fixar um limite nas emissões de gás carbônico dos veículos.

Para o futuro, as organizações pediram ao Executivo da UE para que "dobre seus esforços", especialmente no que se refere ao orçamento para políticas ambientais. EFE aal/bba

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