UE dará continuidade a ratificações do Tratado de Lisboa

José Manuel Sanz Luxemburgo, 16 jun (EFE) - Os Governos da União Européia (UE) decidiram continuar com o processo de ratificação do Tratado de Lisboa, apesar do resultado negativo no plebiscito irlandês, concluindo os trâmites de aprovação parlamentar nos oito países que ainda não os completaram. Após ouvir o chanceler irlandês, Micheál Martin, os ministros de Relações Exteriores do bloco acordaram hoje em continuar com os procedimentos, com a esperança de que, no final do ano, 26 dos 27 países da União Européia tenham ratificado o novo tratado. Na melhor das hipóteses, a crise iniciada provocará um considerável atraso nas reformas internas da UE, que luta há mais de cinco anos para adaptar suas instituições à nova realidade de uma Europa ampliada a 27 Estados. O ministro irlandês, que não pôde dar aos membros do bloco qualquer indicação sobre as razões do não, afirmou que a Irlanda continua comprometida com a construção européia e não quer que a deixem para trás. Hoje, ninguém levantou a hipótese de uma União Européia sem a Irlanda ou de um bloco com duas velocidades. A grande incógnita é a República Tcheca, onde o voto parlamentar sobre o tratado atualmente está pendente de uma sentença do Tribunal Constitucional. O Governo britânico, pressionado também por uma opinião pública muito cética em relação ao bloco, tranqüilizou hoje seus parceiros sobre sua decisão de concluir a ratificação ainda esta semana. Em Praga, a situação é muito...

EFE |

Segundo o chanceler espanhol, Martin foi "muito construtivo" em seu discurso e pediu a seus colegas "tempo e espaço político" para poder "construir uma plataforma" que permita sair da situação atual.

Esta atitude e o fato de o Governo irlandês não ter sugerido aos demais que suspendam as ratificações provam que a situação é "radicalmente diferente da provocada pelo 'não' francês e holandês à Constituição européia", em 2005.

Moratinos não quis apontar uma solução à crise, mas assegurou que "ninguém" levantou hoje a possibilidade de revisar o texto do tratado.

Os irlandeses precisam de tempo, segundo o ministro, para criar uma alternativa "sem pressões". EFE jms/db

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