UE dá novo passo para adesão da Islândia e prorroga missão na Geórgia

Bruxelas, 27 jul (EFE).- Os ministros de Assuntos Exteriores da União Europeia (UE) realizaram hoje sua primeira reunião sob a Presidência da Suécia, que foi focada no pedido de adesão feito pela Islândia, pela prorrogação da missão de observação na Geórgia e pela análise da situação na Somália e no Irã.

EFE |

Sobre a Islândia, o bloco incumbiu a Comissão Europeia (órgão executivo da UE) de dar um parecer sobre a solicitação de ingresso, formalizada no último dia 23, meses depois de a crise ter quebrado o pequeno país.

Ao mesmo tempo em que tratavam deste processo, os ministros de Assuntos Exteriores enviaram um sinal de apoio à "perspectiva europeia" dos Bálcãs Ocidentais, especialmente à Albânia que desde abril aguarda um trâmite similar ao que foi adotado com a Islândia após quatro dias.

O chanceler sueco e presidente do Conselho de Assuntos Exteriores, Carl Bildt, frisou que não haverá "um caminho mais rápido, mas um caminho mais curto" para a Islândia.

Após ser encarregado do assunto, o comissário europeu de Ampliação, o finlandês Olli Rehn, disse que a integração da Islândia ao Espaço Econômico Europeu e à zona de livre circulação de Schengen, já concluída, cobre 22 dos 35 capítulos em que as negociações se estruturam.

Num relatório, a Comissão Europeia repassará as condições legislativas, políticas e econômicas da Islândia e identificará os pontos nos quais é necessário negociar a adequação das leis islandesas à legislação da UE.

As negociações só começarão quando o órgão executivo do bloco der seu parecer e os ministros de Assuntos Exteriores o aprovarem.

Rehn se comprometeu a fazer um trabalho "rigoroso", "objetivo", "sem atalhos", no "tempo necessário" e "com a mesma metodologia" que é aplicada a qualquer outro país candidato.

Os ministros também prorrogaram por mais um ano a presença dos pouco mais de 300 observadores que a UE tem na Geórgia e, a partir de setembro, decidiram debater a possibilidade de representantes dos EUA e de países de fora do bloco façam parte da missão.

A Geórgia quer que os EUA e outros países permaneçam em seu território como integrantes da missão europeia, possibilidade apoiada por França, Alemanha e Reino Unido.

Outra decisão tomada na reunião desta segunda-feira foi a apresentação de um protesto às autoridades iranianas pelas violações dos direitos humanos cometidas desde as eleições presidenciais de junho.

Segundo o secretário de Estado espanhol para a UE, Diego López Garrido, o bloco fará chegar a Teerã uma mensagem de protesto "enfática, forte e clara" sobre o ocorrido nas últimas semanas.

Os ministros decidiram ainda adotar sanções contra a Coreia do Norte, em cumprimento a uma resolução da ONU aprovada em resposta aos testes nucleares e de mísseis balísticos efetuados no fim de maio.

O bloco resolveu ainda aplicar medidas restritivas adicionais ao regime norte-coreano, que incluem uma lista de proibições à exportação, o reforço da vigilância financeira e o aumento das inspeções em mercadorias.

Em contrapartida, os ministros de Assuntos Exteriores decidiram aumentar o apoio da UE ao Governo da Somália. O objetivo é impulsionar a estabilização do país e combater a pirataria em águas do Índico.

No começo de agosto, uma missão exploratória analisará sobre o terreno os problemas políticos, econômicos e de segurança da Somália. Depois, o bloco proporá medidas concretas ao país.

Entre essas, segundo os ministros, estariam a possibilidade de treinar a Polícia e o Exército somalis e o aumento das contribuições à capacidade marítima da região. EFE met/sc

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