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UE dá mais tempo para Irlanda digerir não ao tratado de Lisboa

Por Jonathan Saul e Francois Murphy BRUXELAS (Reuters) - Líderes da União Européia concordaram numa cúpula na quinta-feira em dar tempo à Irlanda para digerir o voto de não dado por seus eleitores a um tratado de reforma da UE, depois de o primeiro-ministro Brian Cowen ter dito que ainda era cedo para sugerir uma saída.

Reuters |

Depois de a Grã-Bretanha ter elevado o ânimo na UE ao ratificar o tratado em seu Parlamento, a maioria dos outros oito países que ainda devem ratificar o tratado prometeram fazê-lo. Mas as demoras na Polônia e República Tcheca criaram mais dúvidas em relação a um pacto que, segundo seus defensores, é vital para a reforma das instituições do bloco.

Os 27 líderes estavam determinados a mostrar aos eleitores que a UE não está paralisada e está tratando de suas preocupações principais na cúpula, especialmente a alta dos preços dos alimentos e combustíveis, embora não sejam prováveis decisões imediatas a esse respeito.

A França reclama que a inação da UE com relação aos problemas enfrentados por pescadores, agricultores e caminhoneiros foi um fator levado em conta na votação irlandesa, mas um chamado do presidente Nicolas Sarkozy pela adoção de um teto para o imposto sobre os combustíveis foi rejeitado.

Cowen e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, disseram que não se deve encurralar a Irlanda com relação ao tratado. Os dois evitaram responder sobre as perspectivas de se persuadir os eleitores irlandeses a votar novamente -- uma opção largamente discutida em Bruxelas.

'Concordamos que a Irlanda precisa de tempo para analisar a votação da semana passada e estudar opções', disse Cowen.

'Ainda é muito cedo para se fazer novas propostas.'

O tratado, que visa reforçar a liderança da UE, dotá-la de um sistema decisório mais eficiente e aumentar sua influência global, só poderá entrar em vigor se for ratificado por todos os 27 membros da União.

Algumas das opções discutidas foram oferecer aos irlandeses garantias de que o Tratado de Lisboa não enfraquecerá sua neutralidade, nem os privará de um comissário em Bruxelas, facilitará os abortos ou elevará impostos -- e então pedir que votem novamente, como já aconteceu no passado com um tratado anterior da UE.

Uma representante do Sinn Fein, no núcleo do campo responsável pelo 'não', disse à Reuters que seria favorável a um novo tratado se recebesse garantias sobre neutralidade, direitos dos trabalhadores e serviços públicos.

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